30/06/2007

A FELICIDADE EXIGE VALENTIA...



FERNANDO PESSOA

« Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes

mas, não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo,

e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os

desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor

da própria história.

E atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um

óasis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um " não ".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho ??

Guardo todas, um dia construirei um castelo ...

28/06/2007

Nós falamos português ou brasileiro ?

O ministro das Relações Exteriores do Brasil admitiu hoje, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ainda precisa fazer muito para promover o idioma português.

"Temos dado um reforço ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa e houve também avanços na reforma ortográfica, mas é possível trabalhar mais para a difusão da língua e aproveitar o patrimônio comum. Isto é uma tarefa de todos nós que, aliás, Portugal faz bem freqüentemente. Mas temos muito ainda a fazer", afirmou o ministro Celso Amorim.

Eu, honestamente, quando converso com um português, muitas vezes tenho dificuldades de entender o que ele diz. O português fala apertadinho, espremidinho.

Não sei por que nós brasileiros não definimos nosso idioma como sendo o ‘brasileiro’, e deixamos o português para os portugueses.


27/06/2007

A saga pelos Direitos Autorais



A lei no Brasil

Uma editora no Brasil avisou-me que o período para recebimento de novos manuscritos estava aberto e se estenderia entre março e novembro. Como eu recentemente terminei meu terceiro romance, serelepe preparei-me para enviar o livro que levei quase um ano escrevendo.

Uma das exigências para avaliação foi que meus direitos autorais estivessem registrados na Biblioteca Nacional.

Moleza, pensei eu.

Abri o site da Biblioteca e li sobre o que tinha que fazer. Além de pagar 30 reais, teria que preencher um formulário. Tentei imprimir o modelo diversas vezes, porém só saiam algumas palavras aqui e ali. Diabo! Depois de horas xingando a impressora, telefonei para uma amiga que mora a quilômetros da minha casa; talvez ela conseguisse. Descobrimos que o problema não estava na impressora, mas no cartucho seco da tinta colorida. Os gênios da Biblioteca fizeram o formulário todo colorido! Pedi a um amigo para imprimir o documento, o qual preenchi e enviei junto com o manuscrito, dia 03.05. Até hoje, o pacote registrado não chegou no Brasil.

Para tranqüilizar-me, procurei saber quanto tempo a Biblioteca Nacional leva para reconhecer direitos autorais. Mais um choque: terei que esperar longos quatro meses.

O pacote ainda não chegou e estamos em meados de junho. Se a Biblioteca levará mais 4 meses para reconhecer meus direitos, implica dizer que a editora só verá a cara do meu manuscrito no ano que vem.

A lei na Alemanha

O direito é automaticamente do criador. Mas caso um trabalho seja roubado, um disquete, os registros em computador servem como prova na Justiça. Como último recurso, o autor de um livro (ou qualquer outro texto) deve enviar o manuscrito pelos correios para um amigo, ou para si. O carimbo dos correios sobre o envelope, que deve ser mantido selado, é a prova definitiva diante da Justiça. Além da facilidade, o autor não gasta nada além dos custos dos correios.

Eu gostaria de saber o que a Biblioteca Nacional faz com tantos documentos, muitos dos quais sem valor literário, guardados em suas prateleiras.