28/11/2007

Conselho de Cidadãos de Berlim promove Natal na Embaixada do Brasil

Neste ano de 2007, o Conselho de Cidadãos de Berlim, junto à Embaixada do Brasil, organiza uma comemoração de Natal para você e sua família no dia 07 de dezembro.

As crianças estão convidadas a comparecer a partir das 16h30min. Elas podem esperar por surpresas e brincadeiras criadas por João Queiroz.

Às 19h haverá um coquetel para todos.

Pede-se o favor de confirmar a presença por e-mail: info@conselhocidadaos-berlim.de

Embaixada do Brasil em Berlim

Wallstrasse 57

10179 Berlim

27/11/2007

Novidade: Bolinhos de bacalhau




Esta é a melhor receita de bolinho de bacalhau que conheço e que já testei.

Além da receita em si, vai aí uma dica ótima para desfiar o bacalhau: coloque o bacalhau cozido, sem as espinhas, num pano de prato bem limpo. Cubra com a outra ponta do pano de prato e vá esfregando, como se estivesse lavando roupa. Com isso, o bacalhau vai se esfiapando e fica pronto para o bolinho.

É obrigatório fritar em azeite de oliva.

Ingredientes:

- 250 gramas de bacalhau;
- 200 gramas de batata;
- ½ cebola picadinha;
- 1 generosa colher de sopa de salsinha picada;
- 1 cálice pequeno de vinho do Porto;
- 3 ou 4 ovos;
- noz-moscada ralada na hora;
- sal e pimenta-do-reino.

Modo de fazer: Dessalgue o bacalhau com bastante antecedência. Se não for muito espessa a posta, 48 horas trocando a água muitas vezes. É bom manter o bacalhau na geladeira.

Cozinhe o bacalhau dessalgado. Retire as eventuais espinhas e a pele. Descasque e cozinhe as batatas. Desfie muito bem o bacalhau num pano de prato. Transforme as batatas num purê. Coloque o bacalhau e o purê de batata numa vasilha. Junte a cebola picada, o vinho do Porto e a salsinha. Tempere com noz moscada, salgue a apimente. Vá misturando a preparação com as mãos e colocando os ovos, um a um até conseguir uma massa homogênea. A quantidade vai depender do tamanho dos ovos. Molde os bolinhos com as mãos e frite em abundante azeite de oliva bem quente. Está pronto para servir.

24/11/2007

PASSEIO SOCRÁTICO

FREI BETO

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.

"Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse.

O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.

Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira.

Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós".

O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social.

Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.

Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um vinho guardado na adega, uma jóia?
Assim como um objeto se associa ao seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.

Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela...

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.

Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.

Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.

"Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói."

E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.

"Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados.

Então explico:

Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo.

Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas.

E, assediado por vendedores como vocês, respondia:

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz".

22/11/2007

Encontro Brasil-Alemanha: Infra-estrutura vira prioridade dos dois

O maior Encontro Brasil-Alemanha já realizado na história das relações bilaterais encerrou ontem, em Blumenau, com perspectiva de investimentos alemães em infra-estrutura logística e de transportes no país, exatamente como esperavam os brasileiros. As negociações indicam avanços para a cooperação tecnológica na área de biocombustíveis e para a criação de um ambiente favorável à internacionalização das pequenas e médias empresas de ambos os países.

"Ser escritor é uma maneira de entender o mundo", diz Saramago



Ao lançar "O Homem Duplicado", Saramago deu uma entrevista. Aos 85 anos, o escritor português, Prêmio Nobel de Literatura e comunista declarado, José Saramago descobriu outra vida sua. Ele tinha esquecido, mas sua mulher, Pilar del Río, a encontrou em um monte de malas que ele havia guardado, como uma recordação trancada, em sua casa de Lisboa.

Saramago foi a Argentina e o que viu ali, em homenagem aos desaparecidos, lhe causou "uma imensa emoção". Mais de um quilômetro de nomes de desaparecidos esculpidos em pedra. "Não há nada mais. Sobriedade da pedra. Essa cor escura."

Ele chorou em silêncio nesse parque. "Não vale a pena levar flores, simplesmente olhe. Cada uma dessas pedras e cada nome escrito nelas é algo que se perdeu para ser evocado. Junto ao mar. Com uma sobriedade intensa. Ali onde está esse Parque da Memória foi descoberto o corpo de um menino de 14 anos que tinha sido empalado. Agora haverá ali uma escultura que vai representá-lo; quando a maré sobe, a figura desaparece. E depois volta, como uma ressurreição."

Sobre seus 85 anos diz: "É curioso que esse homem da minha juventude venha quando completo 85 anos". Uma idade "à qual se chega com sorte". "Às vezes as vidas longas significam solidão", acrescenta. Mas no seu caso, "com saúde suficiente para estar fazendo coisas", essa idade chega com um romance a caminho ("A Viagem do Elefante") e com uma atividade que não pára.

Essa vida desconhecida surpreendeu Saramago "porque revela que nesses tempos em que sempre pensei que não tinha feito nada escrevi como um verdadeiro louco".

Eram textos de um rapaz de 19 anos que vinha de uma família analfabeta. Saramago não vê neles "tanta qualidade", mas sim a força que nesse momento já o fazia dizer com toda tranqüilidade: "Quero ser um escritor". Uma convicção que acabou por se transformar numa espécie de compromisso: "Estava aqui para escrever, essa era a minha vocação. Vi isso tão claro que escrevia, e aí está essa novela incompleta".

Escritor, o que é isso? "Uma maneira de entender o mundo, uma forma de assistir a um universo que então começava a se manifestar com uma série de mudanças que exigiam de mim coerência de pensamento e de ação. E aí eu estive, unindo essas convicções com minha experiência, aprendendo com os equívocos."

Fonte: El País

21/11/2007

Homenagem à linda Bandeira do Brasil




A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Nesse contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca.

Leia mais aqui

20/11/2007

Para os brasileiros que se dizem apolíticos


"O homem é um animal político"

Aristóteles (o da direita. Com Platão)

Quem se proclama apolítico está assinando um atestado público de ignorância e incompetência para o exercício da cidadania.

Rio de Janeiro em 1936

16/11/2007

Viver sozinho é bom ou mau segundo o país

A velhice vivida em solidão leva a mais depressões e sentimento de infelicidade, confirmou um estudo feito a nível europeu pela agência de investigação britânica para o estudo das questões socioeconômicas.

Os apoios dados aos idosos pelos diversos sistemas em vigor nos países europeus parecem influenciar a saúde, que varia também consoante o idoso tem a companhia do cônjuge, de um outro familiar ou de um amigo.

Nos países nórdicos, as mulheres idosas que vivem sozinhas avaliam a sua saúde como bastante mais deteriorada do que as que ainda têm marido; mas isso não é o que acontece nos países de Leste e nas regiões do Sul da Europa.

Segundo um estudo do Economic and Social Research Council, na maior parte das regiões europeias, as mulheres idosas dizem-se, em geral, mais felizes quando vivem com amigos ou a família.

No caso dos homens, estes sentem-se mais felizes com a vida quando vivem com uma companheira, o que acontece menos com amigos ou familiares.

15/11/2007

Espanha aprova construção de centro cultural de Niemeyer

A prefeitura da cidade de Avilés, no norte da Espanha, aprovou nesta quinta-feira a construção de um centro cultural projetado por Oscar Niemeyer - a primeira obra do arquiteto brasileiro no país. O Centro Cultural Internacional Niemeyer de Avilés, orçado em 30,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 80 milhões), será o maior complexo cultural da Espanha, ocupando um terreno de 222 mil metros quadrados.

A Prefeitura informou que as licitações para a construção acontecerão no próximo mês. A previsão é de que as obras se iniciem em março ou abril de 2008 e sejam concluídas em dezembro de 2009.

O governo espanhol quer que o arquiteto brasileiro, que faz cem anos no mês que vem, esteja presente à cerimônia de colocação da primeira pedra do Centro, que será a sede permanente da Bienal de Arquitetura Ibero-americana.

"É um compromisso que ele (Niemeyer) assumiu conosco e uma honra para todos nós. Seu projeto criou um entusiasmo imenso e o vemos como o nosso Guggenheim, uma vez que já o batizaram de Guggenheim da arquitetura", disse o prefeito de Avilés, Santiago Rodríguez Veja.

A idéia do centro cultural foi dada pelo próprio Niemeyer. O arquiteto doou um projeto à Fundação Príncipe de Astúrias, instituição que oferece uma premiação anual em diversas categorias a personalidades internacionais.


Fonte: BBC Brasil

11/11/2007

Fotos da brasileira morta na Alemanha (texto, dia 09.11)




fonte: Bildzeitung

O Sentido da Vida

Mais uma brasileira é morta. Desta vez, na Espanha

O Blog não é de óbitos mas tenho qu comunicar.

Uma brasileira de 28 anos foi morta por seu parceiro com dez facadas e vários golpes na cabeça, na madrugada deste domingo, no bairro San Blas, em Madri.

Depois de cometer o assassinato, o parceiro da brasileira atirou-se do apartamento onde o casal se encontrava, no segundo andar de um edifício para turistas, segundo o jornal El País (veja reportagem no site do jornal, em espanhol).

Segundo a polícia, citada pelo jornal, o agressor - um homem de aproximadamente 30 anos e que não é espanhol - atacou a brasileira com dez facadas no tórax e abdômen.

A policia informou ainda que o agressor está internado em estado grave e que, apesar da queda, encontra-se consciente e confessou aos agentes que tinha matado sua mulher.

A jovem brasileira, que apresentava ainda vários ferimentos no antebraço direito e sinais de diversos golpes na cabeça, foi encontrada ensangüentada no chão da sala do apartamento onde o casal estava.

Serviços médicos ainda conseguiram socorrer a jovem com vida e tentaram atendê-la no corredor do edifício, mas após meia hora de manobras de reanimação os responsáveis pelo resgate confirmaram sua morte.

Segundo um porta-voz policial, o vigia do prédio avisou sobre o incidente à Polícia, que assumiu a investigação do caso.

O agressor foi atendido pelo Serviço de Urgência Médica da Comunidade de Madri (SUMMA) e transferido ao hospital Ramón y Cajal, onde se encontra em estado grave por causa dos traumatismos causados pela queda.

09/11/2007

Brasileira morta na Alemanha

Uma jovem brasileira foi morta pelo marido em Muester.

Tudo indica que o assassinato teve como causa o ciúme.

O alemão de 60 anos não aceitava o fato da mulher estar envolvida com um jovem.

Leiche im Sackkarren durch Münster geschoben

Münster/Ibbenbüren (dpa) - Im samstäglichen Einkaufstrubel von Münsters Fußgängerzone war der 60-Jährige mit seiner Sackkarre offensichtlich kaum aufgefallen. Dass er die Leiche seiner kurz zuvor in der Wohnung erwürgten und in einen Teppich eingewickelte Ehefrau auf diese Weise vor den Augen tausender Passanten abtransportierte, dürfte wohl auch erfahrenen Ermittlern einen Schauer über den Rücken gejagt haben.

Der Münsteraner gestand die grausige Tat vom 27. Oktober detailliert, wie Staatsanwaltschaft und Polizei am Donnerstag berichteten. Auch, wie er die mit einer Eisenkette beschwerte Leiche im Mittelandkanal in Ibbenbüren am Nordrand des Münsterlandes versenkte. Polizeitaucher bargen die tote Frau am Donnerstagmorgen aus dem Kanal.

Eheprobleme nennt Oberstaatsanwalt Wolfgang Schweer als Tatmotiv. Vier Jahre sei der Mann mit der aus Brasilien stammenden Frau verheiratet gewesen. Seit Kurzem hatte sie einen anderen. Der 40 Jahre alte neue Freund war es auch, der die Ermittlungen am 30. Oktober mit einer Vermisstenanzeige ins Rollen brachte. "Zunächst sah es aber nach einem "normalen" Vermisstenfall aus", sagte Schweer. Erst im Laufe der Recherchen seien die Ermittler "misstrauisch" geworden und hätten den 60-Jährigen Ehemann eingehend vernommen.

Nach Worten Schweers war die 26-Jährige am Tatabend von einem Besuch bei dem neuen Freud zurückgekehrt und wurde von ihrem wütenden Ehemann zur Rede gestellt. Es kam zum Streit, dann zu Handgreiflichkeiten. Schließlich erwürgte er seine Frau mit bloßen Händen. "Danach fuhr der Mann nach seiner Aussage in einen Baumarkt, besorgte Auslegeware und Klebeband. In der innenstadtnahen Wohnung verpackte er den Leichnam und transportierte ihn zu seinem Auto. "In der Fußgängerzone sei er schon etwas komisch angeguckt worden, sagte er den Ermittlern, reagiert habe aber niemand".

Im Ibbenbürener Stadtteil Uffeln (Kreis Steinfurt) schließlich warf er die tote Frau in den Kanal. Als die Einsatzkräfte am Donnerstagmorgen dort eintrafen, schwamm die Leiche bereits an der Wasseroberfläche. Sie sollte noch am Donnerstag in der Rechtsmedizin der Universitätsklinik Münster obduziert werden. Ebenfalls am Donnerstag wollte die Staatsanwaltschaft den Haftbefehl wegen Totschlags beim Amtsgericht Münster beantragen.

08/11/2007

Alemanha terá canal de TV dedicado à morte

Os alemães não são fáceis.

Eles agora inventaram um canal de televisão que tratará em sua programação exclusivamente do tema morte.

O canal Etos TV vai mostrar documentários incluindo temas como cemitérios bonitos e reportagens sobre o trabalho de agentes funerários.

A emissora também vai explicar que preparativos para o próprio funeral podem ser tomados ainda em vida.

"Vamos tratar do assunto de maneira respeitosa, não queremos um canal para vender caixões", disse Schneider em entrevista à revista alemã Focus.

O canal deverá ser financiado através de anúncios fúnebres em forma de filmes curtos sobre pessoas falecidas, que serão mostrados entre os programas.

Wolf Schneider diz que há um grande mercado na Alemanha, já que todo o ano morrem 830 mil pessoas no país.

A Associação Alemã de Agentes Funerários é uma das proprietárias do canal e espera reavivar a tradição do enterro no país.

Segundo a associação, cada vez menos alemães optam em seus testamentos por uma cerimônia fúnebre tradicional.

No início de suas transmissões o canal Etos TV vai produzir apenas três horas de programação, que serão repetidas durante todo o dia.

Eu andei lendo sobre escândalos recentes. Os parentes pagam por caixão de madeira de lei e o pobre do morto é enterrado em pinho. A mutreta passa também pela duração da missa, coroa de flores e outros detalhezinhos. No papel, tudo de primeira. Na real, tudo de quinta.

Nem com os mortos esse povo é respeitoso, chê!

06/11/2007

Romance proibido por se aproximar demais da realidade

O romance "Esra", do escritor Maxim Biller, foi definitivamente proibido pela Justiça. Quanto menos a literatura serve de fonte para a literatura, maior o risco de um livro ser tornar um caso de polícia.

Não é muito comum uma obra literária acabar nos tribunais. Acabar literalmente, quando se trata da proibição de um livro. Na Alemanha, o último precedente do caso de censura definitivamente selado pelo Tribunal Constitucional Federal em meados de outubro foi a proibição do romance Mephisto, de Klaus Mann, em 1971.

Na época, a Justiça alemã acatou o pedido do filho adotivo do ator Gustaf Gründgens, que reconhecera seu pai no protagonista do romance de Klaus Mann sobre a ascensão social de um ator durante o Terceiro Reich. O romance do filho de Thomas Mann, publicado em 1936 numa editora holandesa e 20 anos depois na Alemanha Oriental, foi tirado de circulação por sentença judicial. A justificativa foi de que o personagem Hendrik Höfgen não era suficientemente independente do modelo real que o inspirou.

Uma sentença emitida em meados de outubro pelo Tribunal Constitucional Federal proibiu definitivamente o romance Esra (2003), de Maxim Biller. A história do amor fracassado entre um jovem escritor judeu e uma artista gráfica turca remete a circunstâncias reais, que motivaram a ex-namorada do autor a mover uma ação por difamação. Na última instância de um processo que já corria há quatro anos, a Justiça confirmou as sentenças anteriores de proibição, reconhecendo no livro um desrespeito aos direitos de personalidade.

A justificativa é semelhante à da proibição de Mephisto. "Quanto mais a reprodução coincide com o modelo, mais se afeta o direito de personalidade. Quanto mais a representação artística toca dimensões especialmente protegidas do direito de personalidade, mais intensa tem que ser a ficcionalização para se excluir uma violação do direito de personalidade", explica a sentença.

Entre os oito juízes que julgaram o caso, três se opuseram à proibição. Seu argumento foi a autonomia da literatura, que não pode ser simplesmente considerada uma cópia da realidade: "A arte não se esgota na visão subjetiva de realidades, mas molda a partir delas universos próprios, com os quais o artista expressa seus interesses".

Para os três juristas, o romance de Biller não reproduz um universo de experiências reais e autobiográficas, mas segue um programa estético literário, correspondendo a uma construção narrativa. A sentença representaria, portanto, uma violação do direito de expressão artística.

De modo geral, a opinião pública alemã criticou a sentença. Afinal, a decisão do tribunal se baseia numa quantificação da ficcionalidade de uma obra literária: quanto mais próximo da realidade, menos o livro pode ser julgado segundo critérios artísticos e menos pode contar com a proteção da liberdade de expressão. Mas como quantificar a mistura de realidade e ficção numa obra de arte?

Curioso, neste contexto, é o fato de a acusação não ter tido que provar a veracidade das ocorrências narradas. Para a Justiça, bastam os fatos de a pessoa que inspirou o romance se reconhecer na protagonista e as características gerais de ambas corresponderem. Quanto à mãe da ex-namorada de Biller, que também acusou o romancista de difamação, o tribunal rejeitou a acusação, alegando que o narrador não se pronuncia diretamente sobre ela, mas apenas a descreve através de informações de terceiros.

O caso Esra pode vir a se tornar um precedente importante numa época em que a literatura, em especial a prosa narrativa, absorve ocorrências verídicas de forma cada vez mais direta. Talvez seja o grau de hiper-realidade das mídias "concorrentes" do livro que motive cada vez mais os escritores a um relato de vivências próprias desprovido de qualquer maquiagem.

Mas talvez seja o desaparecimento de um código ficcional dominado por todos, ou seja, o fim do pacto de simulação entre autor e leitor, que dificulte aos escritores mascarar sua experiência ou projetá-la em um plano de maior elaboração estética. Quanto mais a literatura deixa de ser fonte da própria literatura, maior o risco de um livro virar um caso de polícia.

Fonte DW, por Simone de Mello

05/11/2007

Etiqueta social na Alemanha

Uma série de como se comportar na Alemanha. Com essas informações, alguns problemas poderão ser evitados. Sejam bem vindos à Germânia!

Aperto de mão

Esta forma de saudação faz parte da cultura alemã. É costume apertar a mão de alguma pessoa que você está conhecendo pela primeira vez e a cada novo encontro também.

Em eventos sociais ou de negócios espera-se que cada participante cumprimente os outros com um aperto de mão na chegada e também na saída.

Beijo


Em relacionamentos mais informais, um amigo pode oferecer a bochecha no lugar da mão. Na Alemanha também é comum que os amigos se cumprimentem com um ou dois beijinhos no rosto.

Mas o beijo no rosto ainda não está totalmente enraizado como em outros países europeus. Para muitos, isto ainda pode ser intimidante, principalmente para estrangeiros que vivem em cidades alemãs, mas estão acostumados a culturas em que o espaço pessoal é mais sagrado.

"Sie" e "Du"


A língua alemã tem a maneira formal e informal de tratamento. O formal "Sie" é sempre usado juntamente com o sobrenome, por exemplo "Herr Schmidt" ou "Frau Fischer". Os atendentes de lojas ou pessoas desconhecidas sempre usarão o "Sie".

Quando você se apresentar a alguém, é comum dizer seu nome completo ou apenas o sobrenome. Se disser apenas o primeiro nome, indicará que você prefere ser tratado por "du", o que, dependendo da situação pode não ser apropriado.

"Du" é mais usado entre amigos, jovens e crianças. É melhor não chamar uma pessoa pelo primeiro nome a menos que ela tenha dito que prefere ser chamada com o informal "du".

O normal é que as pessoas mais velhas ou que têm cargo mais alto sugiram a troca do "Sie" pelo "du". Elas podem fazer isso reapresentando-se com o primeiro nome ou dizendo simplesmente: "Pode usar o 'du'."

Se você não sabe qual dos dois usar, preste atenção em qual forma a pessoa usa ao conversar com você e use a mesma com ela.

Títulos

Além do "Herr" (senhor) e da "Frau" (senhora), títulos acadêmicos e nobres são muito importantes na Alemanha. Mesmo que possa parecer complicado, não esqueça de incluí-los quando falar com alguém. Eles vêm depois do "Herr" ou da "Frau", por exemplo, "Herr Dr. Keller" ou "Frau Prof. von Henkel". Mesmo títulos duplos, como "Frau Prof. Dr. Schumann", não são omitidos.

A palavra "Fräulein", que significa "senhorita", está em desuso. Ela tem sido substituída por "Frau", que é equivalente à "senhora" e não indica o estado civil da mulher. Não use "Fräulein", pois pode ofender alguém. A palavra é usada de forma irônica para dizer que uma mulher é intocável, muito delicada ou cheia de frescuras.

Pontualidade

A famosa pontualidade alemã é mais do que apenas um estereótipo – é também uma prática comum. Estar no horário é uma importante parte da etiqueta social.

Para reuniões de negócios e outros compromissos importantes, é uma boa idéia estar no local alguns minutos mais cedo. Chegar atrasado ou correndo deixa má impressão – especialmente quando todos os outros foram pontuais. O mesmo vale para encontros com amigos e conhecidos.

Ao receber um convite

Quando você é convidado para um almoço, café da tarde ou jantar em uma casa alemã, é recomendado levar uma lembrancinha ao anfitrião. As flores sempre são bem-vindas. Vinhos e doces também são presentes apropriados.

Reciclagem

O lixo é separado tanto nas casas particulares quanto em locais públicos da Alemanha. Você encontrará recipientes em cores diferentes destinados a materiais distintos:

Amarelo: embalagens (potinhos de iogurte, tubos de pasta dental, etc.)

Azul: papéis, jornais e papelão

Verde: matéria orgânica

Preto: lixo comum

E há ainda recipientes para garrafas de vidro espalhados em diversos pontos da cidade.

Muitos alemães levam a reciclagem e a separação do lixo a sério, por isso o desconhecimento ou indiferença com a prática pode ser visto com maus olhos.

02/11/2007

Viajando pela Alemanha

Estas dicas retirei no DW. O que se deve e o que não se deve fazer nos restaurante e bares alemães.

Num restaurante ou café alemão você não precisa esperar que o garçom ou a garçonete o conduza à mesa. Escolha o seu lugar. Nos restaurantes mais baratos, se não houver mais mesas disponíveis, você pode sentar numa cadeira vaga mesmo que a mesa esteja ocupada. É só perguntar ist hier frei? (Este lugar está livre?).

Sentar à mesa com desconhecidos não significa que você deva falar com eles. No entanto, se o seu vizinho parecer disposto a conversar, pode ser uma boa oportunidade para praticar o alemão. Mesmo que você não troque uma palavra com os outros, é educado desejar às pessoas da mesa Bon Appetit (bom apetite) quando os pratos forem servidos e dizer tschüss (tchau) ou auf Wiedersehen (até logo) quando for embora.

E não se espante se houver um cachorro por perto. A presença deles é permitida em muitos bares e restaurantes alemães, mas quase sempre presos pela coleira.

Se você pedir Wasser (água), o garçom trará água com gás e sem gelo. Peça por stilles Wasser se você prefere água natural. Muitas bebidas, incluindo a cerveja, são vendidas em volumes de 0,2 (null-zwei), 0,3 (null-drei) ou 0,5 (null-fünf) litro.

Pão ou outros aperitivos de cortesia são normalmente servidos apenas em restaurantes finos. Nos demais locais, se você quiser um cesto de pães, precisa pedir – e pagar.

Durante a refeição, o garçom não chegará à sua mesa para perguntar se está tudo bem ou se você deseja mais alguma coisa. É costume não perturbar os clientes enquanto estão comendo. E a pergunta hat es Ihnen geschmeckt? (você gostou da refeição?) não virá até que você acabe de comer. Mas deixar alimento no prato pode ser interpretado como um indício de que você não gostou da comida.

Quando você acabar a refeição, coloque sua faca e seu garfo juntos sobre o prato. Para o garçom atencioso, indicará que é hora de recolher os objetos. Deixe a faca e o garfo em direções opostas se ainda estiver degustando a comida. Essa linguagem silenciosa dos talheres é uma prática comum não só nos restaurantes, mas também nas residências alemãs.

Para saborear a bebida de um jeito bem alemão, é necessário saber como brindar corretamente. O mais comum é dizer prost! (saúde!). Também é importante olhar nos olhos da pessoa com quem você está brindando no momento em que os copos se tocarem.

Na Alemanha, é permitido beber cerveja e vinho a partir dos 16 anos. Mas é preciso ter mais 18 anos para tomar licores fortes. A menos que você pareça um pré-adolescente, é improvável que peçam sua identificação. E beber em locais públicos é permitido no país, então não fique surpreso se encontrar um pedestre bebendo ou alguém carregando uma garrafa de cerveja dentro do ônibus.

Na maioria dos restaurantes e cafés dar gorjeta é opcional. O costume é arredondar a conta para mais ou pagar um extra de 5% a 10% do valor da conta.

Quando você der ao garçom o valor exato que pretende pagar (somando conta e gorjeta), diga stimmt so (está correto) para que ele saiba que a diferença é para ele. Se entregar um valor superior ao que pretende dar gorjeta, especifique o total que deseja pagar para receber o troco.

Alguns restaurantes não aceitam cartão crédito, por isso verifique se você tem dinheiro suficiente na carteira antes de sair para comer.

01/11/2007

Poetas latino-americanos

Para os poetas que estão surgindo o melhor caminho para mostrar seus trabalhos na Alemanha é participando do festival de poesia Latinale, projeto do Instituto Cervantes de Berlim, lançado em 2006.

De 27 de outubro a 7 de novembro, 12 poetas representarão as novas tendências literárias de seus países de origem: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai.

Além das leituras e performances, durante o festival os autores trabalharão os seus textos com estudantes da Universidade Livre de Berlim e do Instituto de Literatura Alemã da Universidade de Leipzig. Também haverá uma palestra sobre a influência da música pop e, cada vez mais, dos blogs e chats sobre as novas formas de escrita.