26/02/2009

Brasileira de 26 anos é encontrada morta na Espanha


A brasileira Maria Socorro da Silva, de 26 anos, foi encontrada morta nesta quinta-feira (26) nas águas de um reservatório da região da cidade de Ourense, na Espanha. Ela estava desaparecida desde o último dia 11, e um espanhol que vive na região confessou à polícia tê-la assassinado, segundo informações da imprensa local.

Maria do Socorro vivia na cidade de Ourense. Segundo o jornal "El País", o homem identificado pelas iniciais R.F.A., que confessou o crime, teve um relacionamento amoroso com a brasileira.

Segundo a Guarda Civil, R.F.A. foi preso na quarta-feira (25), depois de sua esposa entrar em contato com os serviços de emergência dizendo que ele ia se matar na região do mesmo reservatório em que o corpo foi encontrado nesta quinta.

Fonte: G1

25/02/2009

Lob eines Lesers



Sehr geehrte Frau Leite,

ich habe mit einer Freundin über mein Interesse an Brasilien gesprochen. Daraufhin empfiehl sie mir Ihr Buch "Welch ein Wurm?!", das sowohl von Brasilien wie auch von Europa handle. Ich habe dann ein Exemplar gekauft. Es war eine schöne Überaschung. Ich wollte Ihnen deshalb mitteilen, dass ich Ihr Buch an meine Freunde weiterempfehlen werde.

Viel Erfolg.

Barbara T.


TRADUÇÃO

Prezada Glória Leite


Comentei com uma amiga sobre meu interesse no Brasil. Ela, então, me indicou seu livro dizendo que “Que Verme” tanto tratava sobre o Brasil como a Europa. Comprei um exemplar. Foi uma boa surpresa. Gostaria de lhe dizer que estou indicando seu livro aos amigos.

Boa sorte

Barbara T.


24/02/2009

PROJETO DE LEI Nº. 791, DE 2007

Acrescenta parágrafos ao art. 18, do Decreto-lei nº. 4.657, de 4 de setembro de 1942 – Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro.

Autor: Deputado Walter Ihoshi

Relator: Deputado Regis de Oliveira

I – Relatório

O projeto de lei nº. 791/2007, de autoria do ilustre deputado Walter Ihoshi, acrescenta parágrafos ao art. 18, do Decreto-lei nº. 4.657, de 4 de setembro de 1942 – Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro.

Os mencionados preceitos dispõem sobre a possibilidade de as autoridades consulares brasileiras celebrarem a separação e o divórcio consensual de brasileiros no exterior, quando o casal não tiver filhos menores ou incapazes, dispensando a participação de advogado na lavratura de escritura pública desses atos.

Texto sugerido:

“Art. 18. ...............................

§ 1º As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e o divórcio consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à
retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o casamento.

§ 2º É dispensada a participação de advogado no ato de lavratura da escritura pública de que trata o § 1º deste artigo (NR).”

Segundo a justificativa apresentada pelo autor do projeto, a norma tem como objetivo facilitar a vida dos brasileiros que moram no exterior, que, atualmente, são obrigados a retornar ao Brasil, para a formalização da ruptura do vínculo matrimonial.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

De igual forma, o projeto foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família, com emenda, que considera indispensável a assistência de advogado no ato de lavratura da escritura pública, que poderá se dar pessoalmente ou mediante o envio de parecer concordando com o texto da referida escritura.

Dentro do prazo regulamentar, não foram apresentadas emendas nesta Comissão.

É o relatório.

II – Voto do Relator

O projeto de lei nº. 791/2007 preenche o requisito da constitucionalidade, na medida em que está em consonância com o inciso I, do artigo 22, da Magna Carta, que atribui à União competência privativa para legislar, entre outras matérias, sobre direito civil.

De igual forma, o instrumento legislativo escolhido, lei ordinária, é apropriado ao fim a que se destina.

No que tange à juridicidade, a proposição está em conformação ao direito, porquanto não viola normas e princípios do ordenamento jurídico vigente.

No que se refere à técnica legislativa, a proposição não merece reparo.

No mérito, sou favorável à aprovação desta proposta, porque efetivamente facilitará a vida de milhões de brasileiros que moram no exterior.

Estudo realizado revela que mais de três milhões de brasileiros vivem em países situados em todos os continentes, principalmente, nos Estados Unidos, no Paraguai, no Japão e na Inglaterra.

Com a mudança dos costumes, a dissolução do casamento se tornou um fato comum.

Em razão da legislação vigente, os brasileiros que moram no exterior são obrigados a retornar ao Brasil, para a formalização desse simples ato notarial, mesmo na hipótese de separação e divórcio consensual e de inexistência de filhos menores ou incapazes.

Entendo que as autoridades consulares brasileiras podem celebrar a separação e o divórcio nas hipóteses especificadas, porque já possuem competência para a realização de inúmeros atos de registro civil, nos termos do caput do art. 18, da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro.

Art. 18 – Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

Ora, se as autoridades consulares brasileiras podem celebrar o casamento, ato de maior importância, com mais razão poderão realizar a dissolução desse vínculo, evento de menor relevância, notadamente, quando não houver litígio ou filhos menores ou incapazes.

Corroborando tal entendimento, recentemente, foi aprovada a Lei nº. 11.441/2007, que acrescentou o art. 1.124 – A ao Código de Processo Civil, possibilitando a separação e o divórcio consensual por via administrativa, através de escritura pública.

Acontece que, por um lapso, o referido dispositivo não contemplou os brasileiros que moram no exterior com o benefício em tela.

Percebe-se, portanto, que a proposta em discussão preenche uma lacuna legislativa.

Por outro lado, sou contra a aprovação da emenda apresentada pela Comissão de Seguridade Social e Família, que exige a assistência de advogado no ato de lavratura da escritura pública da separação e do divórcio consensual.

Não se discute que o art. 133, da Constituição Federal, considerou o advogado indispensável à administração da Justiça.

Ocorre que os atos em discussão são simples atividades notariais, mera lavratura de uma escritura pública, sem nenhum litígio e pendência, circunstância que torna desnecessária a presença do profissional do direito.

Em outras palavras, a obrigatoriedade da assistência de advogado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, tornaria inviável a medida que se pretende adotar.

Diante do exposto, o voto é pela constitucionalidade, juridicidade, adequada técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação do projeto de lei nº. 791/2007; e pela rejeição da emenda apresentada pela Comissão de Seguridade Social e Família.

Sala da Comissão, em 16 de dezembro 2008.

Deputado Regis de Oliveira

Relator

22/02/2009

Versões


Fernando Veríssimo

Era uma vez uma donzela que caminhava pela beira de um rio quando ouviu um "psiu". Era um sapo, que lhe contou que na verdade era um príncipe amaldiçoado, transformado em sapo por uma bruxa malvada com poderes mágicos. Se a donzela o beijasse, o sapo voltaria a ser príncipe. A donzela acreditou no sapo, beijou-o, ele se transformou de novo em príncipe e os dois se casaram e viveram felizes para sempre.

Anos depois outra donzela teve a mesma experiência. Ouviu a mesma história, sobre a maldição da bruxa que transformava qualquer coisa em outra coisa e fizera o príncipe virar sapo. A donzela concordou em beijar o sapo para livrá-lo da maldição, com uma condição:

- Beijo de língua, não.

E viveram felizes para sempre.

Muitos anos mais tarde, depois da revolução industrial, uma donzela desempregada caminhava pela beira do rio e ouviu a mesma história de um sapo. Concordou em beijá-lo, mas o sapo se transformou num príncipe muito feio, talvez devido à poluição do rio. A donzela protestou e ouviu do príncipe:

- Ué, pra quem já beijou sapo!

Mas casaram-se e tiveram uma vida difícil para viver, porque o príncipe, inclusive, perdera tudo com o fim do feudalismo.

Já neste século, a mesma história. "Psiu", sapo, bruxa com poderes mágicos, beijo, tudo igual. Com apenas um instante de hesitação até que se esclarecesse um ponto:

- Precisa ser donzela?

Não precisava. Casaram-se e viveram etc.

Anos sessenta. A mesma história, com uma variação: a moça era feminista. Ouviu o que a bruxa com poderes mágicos que transformava qualquer coisa em outra coisa fizera com o príncipe, e concluiu:

- Alguma você andou aprontando!

E solidarizou-se com a bruxa e chutou o sapo.

Jovem empresária caminhando pela beira do rio artificial do seu condomínio fechado ouve o "psiu", depois a conversa do sapo, e - diante dos protestos do sapo - raciocina em voz alta:

- Um príncipe, hoje, não vale muita coisa. Mas imagina o que eu posso ganhar com um sapo falante, só em cachês!

E ela fez muito dinheiro e viveu feliz com o sapo numa gaiola para sempre.

Anteontem. Jovem ouviu a proposta do sapo, mas não decidiu em seguida. Procurou seu consultor financeiro, que lhe lembrou que nada é mais valioso no mercado, hoje, do que informação privilegiada como a que o sapo lhe passara.

E aconselhou:

- Esqueça o sapo e encontre essa bruxa!

Com seus poderes mágicos a bruxa poderia transformar moeda fraca em moeda forte, nominativas em preferenciais...


19/02/2009

A Paula Oliveira, a que se cortou na Suíça, odeia o PT



Segundo o ONI a Paula é membro de uma comunidade do Orkut chamada "Eu Odeio o PT".

E seu pai é assessor do deputado federal, ex-prefeito, e ex-governador de Pernambuco Roberto Magalhães (DEM-PE).

É só gente fina, gente comprometida com a verdade. Gente que odeia a esquerda.

A Paula então agora vai se confrontar com a direita europeia. Gente que gosta do diálogo.

Se não me engano seu passaporte já foi bloqueado e iniciado processo contra ela.


Hermeto e Sivuca 8 - Disparada e Pout-Pouri

18/02/2009

Que reviravolta! Espero que a Paula Oliveira procure um médico e se trate. A saúde em primeiro lugrar

Brasileira é indiciada na Suíça e está proibida de deixar o país



Agência Brasil

A Promotoria Pública de Justiça de Zurique, na Suíça, indiciou a brasileira Paula Oliveira e proibiu que ela saia do país. De acordo com um comunicado divulgado pelo órgão, a advogada é “suspeita de induzir as autoridades ao erro”. Para impedir que a brasileira deixe a Suíça, a Promotoria suspendeu a utilização de seu passaporte. O órgão também pediu a indicação de um advogado público para defendê-la. As informações são da BBC Brasil.

"Essa medida garante que a mulher permaneça na Suíça o tempo que sua presença for necessária para o inquérito, até que todas as providências da investigação tenham sido tomadas", afirma o comunicado.

Na semana passada, a brasileira informou à polícia suíça que havia sido agredida por um grupo de supostos neonazistas que teria feito cortes em seu corpo e provocado o aborto de dois bebês. Um legista do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, entretanto, afirmou, depois de analisar exames feitos na brasileira, que Paula não estava grávida e cogitou a hipótese de que ela mesma possa ter feito os ferimentos em seu corpo.

16/02/2009

Alemanha terá documento eletrônico de identidade a partir de 2010

O Bundesrat (câmara alta do Parlamento alemão) aprovou nesta sexta-feira (13/02) a lei que regulamenta a cédula eletrônica de identificação pessoal na Alemanha. A nova carteira de identidade continuará contendo dados pessoais e uma fotografia biométrica, mas estes serão também armazenados num chip, possibilitando a identificação eletrônica para negócios na internet.

O arquivamento da impressão digital no chip fica a critério do portador. Além disso, será criada a possibilidade de uma assinatura eletrônica, que facilitará, entre outras coisas, a identificação em repartições públicas. A nova cédula de identidade deverá poder ser encomendada a partir de 1º de novembro de 2010. (rw)


Arte brasileira é destaque no Japão

Uma instalação feita por um artista brasileiro é um dos destaque deste ano do maior evento de animação, mangá e arte high-tech do Japão, o Japan Media Arts Festival.

A instalação interativa "Oups!", de Marcio Ambrosio, que mistura movimentos humanos com animação, ganhou o prêmio principal da categoria Arte e foi uma das mais concorridas na abertura da exposição.

Assista à reportagem de Ewerthon Tobace.

www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/02/090213_videoarteewerthonebc.shtml

15/02/2009

O que eu escrevi sobre o caso da brasileira na Suíça continua de pé

Dia 12, escrevi o texto Nós brasileiras no exterior, onde acusei os brasileiros de serem os primeiros a nos desvalorizar.

Agora que a versão da automutilação da brasileira na Suíça surgiu, recebi emails dizendo que eu dei um tiro do pé.

Clóvis Rossi, da Folha, termina seu texto de hoje 'Embaraço, nosso e deles' com o que uma brasileira em Portugal lhe contou: que naquele país todas as brasileiras são consideradas prostitutas.

Concordo com ela. Ja ouvi depoimentos aterradores. Uma conhecida minha, que estudava turismo naquele país, uma vez foi desrespeitada num ônibus ao ponto do português dá-lhe um tapa na cara. Na delegacia, para onde foram parar, o policial lhe disse: "sendo brasileira, o que você queria?"

Vamos ao texto do Rossi:

"Três ou quatro coisas que ainda é preciso dizer sobre o caso da brasileira Paula Oliveira, atacada ou automutilada nas imediações de Zurique:

1 - Se aceitei, precipitadamente, a versão dela sobre a agressão foi por absoluta falta de razões para duvidar. Afinal, ela não é clandestina nem tem ficha policial nem antecedentes comprometedores. Para que inventaria a história?

2 - Mesmo que tenha se automutilado, não há razões para, ao contrário do que diz certa mídia suíça, o país ficar ofendido pelas críticas à xenofobia. O Partido do Povo Suíço e seu líder, Christoph Blocher, são um embaraço para boa parte do establishment político local, exatamente pela xenofobia. Blocher é da mesmíssima família política de outros líderes da extrema-direita, como o francês Jean-Marie Le Pen e o austríaco Jörg Haider, recentemente morto, para não falar da Liga Norte italiana. O embaraço é tamanho que a União Europeia chegou a impor sanções à Áustria quando o partido de Haider entrou para a coalizão governante. Portanto, a hipótese de um atentado racista era verossímil. Nem seria o primeiro, aliás.

3 - Mas, se a versão da polícia for a verdadeira, só vai reforçar a desconfiança com que os brasileiros são vistos em parte da opinião pública europeia. Por mais que a maioria se mate de trabalhar, clandestinos ou não, os escândalos provocados por uma minoria de vigaristas contaminam todos, a ponto de ter ouvido, uma vez, de uma brasileira residente em Portugal, que todas as brasileiras são tratadas como prostitutas."

Sobre a brasileira na Suíça

Avaliação simples.

Do mesmo jeito que se acredita que toda brasileira sabe dançar samba e gosta de carnaval, se acredita que toda violência cometida na Europa contra estrangeiros é sinal de xenofobia.

Acho as notícias contraditória. A moça abortou realmente? Onde? Cadê a prova? Deu a descarga no toalete? Como deu tempo dos neonazis fazer tudo aquilo, daquela maneira em dez minutos com ela esperneando? Como deu tempo dela ir ao toalete abortar? Uma ambulância na Alemanha, suponho que na Suíça aconteça o mesmo, não demora mais do que 5 minutos para chegar.

As coisas se complicam.

Muitas perguntas.

Vou esperar as respostas para voltar a comentar.

12/02/2009

UMA BRASILEIRA NO PRIMEIRO MUNDO – PRIMEIRO MUNDO?

Laerte Braga


A suíça não é necessariamente um país, muito menos nação. É um aglomerado de interesses mesquinhos e coberta com a lona da neutralidade hipócrita de robôs que caminham pelas ruas a despeito das belas paisagens que por lá existem. Suíço não sente, faz contas. Suíço não se envolve, mas guarda toda a sujeira possível em seus bancos e ainda garante segurança absoluta.

A primeira reação da polícia suíça à agressão sofrida pela advogada brasileira Paula Oliveira por jovens nazistas chamados de skinheads foi tentar rotular a moça como prostituta. Não é, mas mesmo que fosse. Trabalha para uma empresa no amontoado de "negócios" que chamam de suíça e tem condição regular segundo as leis dos bancos que governam o que chamam de país.

Há dias um deputado italiano, ettore pirovano, declarou no parlamento de seu país que os brasileiros não são conhecidos "pela fama dos seus juristas, mas por suas dançarinas". Imagina que juristas brasileiros sejam como gilmar mendes. É o que conhece e avaliou pelo relato do seu embaixador no Brasil. O tal que entrou pela porta dos fundos de gilmar e saiu pelos fundos também. Com certeza deixou fundos, gilmar não opera se não for assim. Tucano nenhum opera se não for assim.

gilmar é dançarina. Gosta que os clientes coloquem notas de dólares no entre-seios do sutiã dos hábeas corpus e decisões determinadas pelos controladores do stf dantas incorporation ltd.

Que diferença faria se Paula de Oliveira fosse prostituta como pretendeu rotular a polícia do amontoado de bancos chamado suíça? Seria "menos gente" por isso? Atenuaria a boçalidade de doentes mentais que tatuam suásticas e agora o sucedâneo, estrelas de davi em suas cabeças?

Justificaria a barbárie contra a moça?

A decisão do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim de exigir providências duras, enérgicas e severas dos blocos de gelo que operam os bancos que chamam de país mostra um Brasil diferente daquele servil e covarde, fascinado com esse negócio de europa – um continente em extinção – .

Quando policiais britânicos assassinaram o brasileiro Jean Charles numa estação do metrô em londres a primeira alegação foi que Jean estava ilegal naquela colônia norte-americana, a grã bretanha. Isso muda o que? A natureza do fato, um assassinato?

Ao longo dos séculos desde que portugueses aportaram por aqui e espanhóis, ingleses e franceses no resto da América, temos sido sistematicamente saqueados por países europeus. O que mudou após a suposta independência de países como o Brasil foi a forma como os colonizadores saqueiam.

Se os eua conseguiram se transformar numa potência e inverteram o jogo, hoje colonizam o antigo colonizador isso é outra história, até porque aprenderam foi a receita e substituem os antigos colonizadores por aqui.

Acostumamo-nos a ser dóceis e servis no fascínio por paris. Claro que é uma cidade fascinante. Óbvio que a História é um processo.

É hora de sermos adultos. Passamos dos 500 anos. Somos jovens. Mas há um conceito que nos diferencia de suíços. Somos nação, ou ainda somos nação, apesar da barra da tijuca, da fiesp/daslu, dos agnelli ditando ordens. Os suíços não. São queijos de ótima qualidade, chocolate idem, relógios já nem tanto e bancos. Organizações criminosas.

À época da II Grande Guerra cantava-se uma paródia que dizia que oliveira salazar, ditador fascista de portugal, mandou cobrir o país com uma lona e escrever e cima – "portugal mudou-se" – .

A tal da neutralidade que não tem nada de neutra.

Skinheads existem em São Paulo, um país vizinho que fala a mesma língua e é controlado pelo condomínio fiesp/daslu/tucano/dem. Na capital paulista ainda existe um jornal que acha que D. Pedro I governa o Brasil e José Bonifácio é uma espécie de primeiro-ministro. Já estamos na quinta ou sexta geração de andradas, historicamente os maiores chapas brancas do Brasil. Há quem diga que chegaram com d. joão VI, no duro mesmo vieram com cabral.

É hora de varrer com essa gente também. São os que pretendem manter o Brasil servil, submisso, produtor de matérias primas e aceitando passivamente que a polícia de uma organização criminosa – bancos – chamada suíça, rotule uma brasileira de prostituta e tente justificar assim a violência característica e típica do modelo que exportam.

Um modelo prostituído.

O mesmo que leva um jovem preso pela Polícia Federal por tráfico de drogas a declarar que "faço isso para manter o meu padrão de vida".

Trinta milhões de brasileiros pegaram o telefone e ligaram para a globo. Para que? Votar pagando para eliminar um dos ocupantes de um bordel televisivo.

É uma das formas de manter o Brasil colônia e por essas e outras é que a polícia dos bancos que chamam de suíça rotula Paula de Oliveira.

Não há necessidade de enviar tropas. Basta entrar pelos fundos no gabinete do ministro presidente da suposta suprema corte, deixar fundos sem ser visto, exportar o modelo fashion de queijos cujo charme são buracos (são deliciosos, lógico, mas fazemos igual).

A decisão do ministro Amorim, um chanceler à altura do desafio de enfrentar bancos e empresas chamados de país, de exigir respeito a um País de gente chamado Brasil, a despeito da globo e dos colonizadores (suíços, italianos, americanos, ingleses, franceses, o que for) serve para mostrar que aqui nem todos se chamam gilmar mendes, ou josé serra, ou fhc, ou aécio.

E nem todo mundo se deixa levar pelo conto dos heróis de pedro bial, o rufião do bbb.

E até porque os skinheads daqui são cópias dos skinheads de lá. Filhos do modelo prostituído e prostituidor dos bancos que chamam de suíça. E quejandos.

Não é por acaso que esse trem de agências bancárias que chamam de suíça fica perto da itália e por lá pontifique um novo duce, silvio berlusconi. Nem por acaso que aqui esteja para ser julgado um processo de extradição envolvendo um refugiado político, Cesare Battisti. E que o parlamento europeu (votaram menos de dez por cento dos deputados, mas a globo não falou isso, é deles) queira que o Brasil o entregue a sanha dos skinheads travestidos de senhores do mundo.

Não são mais.

A realidade hoje é só acordarmos e enxergar que não precisamos deles para nada. Mas eles não serão nada mais depressa do que vão sendo, se reagirmos acabando tanto com os saques de piratas agnelli (vale) ou dos associados aqui. Aprenderão a respeitar todas as nossas Paulas.

Nós brasileiras no exterior

Antes de ontem, a brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, foi atacada na Suíça por três neonazistas. O que ela representa no inconsciente desses três marginais? Sendo branca podia perfeitamente ser confundida com uma europeia. Mas o que a denunciou? Paula cometeu o crime de falar português ao telefone com a mãe.

Somos estigmatizadas na Europa independente do trabalho que fazemos? Somos. O estigma é praticado somente pelos europeus? Não. O maior estigma que sofremos é praticado pelos próprios brasileiros.

Reporta-me-ei a três casos. Os dois primeiros aconteceram comigo. E ambos no seleto blog do Noblat.

Logo que a campanha contra o governo Lula foi deflagrada na mídia e em especial no blog do citado jornalista, em 2005-6, nos tempos em que eu ainda podia postar entre seus comentaristas, revelei por acaso viver na Alemanha. Sabe do que me tacharam? De prostituta, de table dancer e de faxineira.

Vamos ao segundo caso. Critiquei a postura do Noblat em incentivar as pessoas a vaiarem o Presidente Lula. Uma de suas colaboradoras, a senhora Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, escreveu dois comentários contra mim:

- 15/11/2008 - 17:28
Não quero pensar de novo o que pensei a respeito dessa brasileira perdida na Alemanha. Faz mal pensar o que pensei.

A Internet aceita tudo. Podemos dizer aqui que temos doutorados e mestrados, que nascemos em berço de ouro, que nascemos paupérrimos, que somos azuis, amarelos ou verdes, que moramos em Paris ou em São Bernardo do Campo. Assim como o papel, a telinha aceita tudo. Nós não sabemos, portanto, exatamente quem é essa mulher.

(…) Tenho motivos para ter até medo de alguns. Dessa imigrante, inclusive. Estará ela legalmente onde diz estar? Será casada com alemão? Faz o tipo?“

No outro comentário me chamava erroneamente de 'blasilianish'. O certo seria 'brasilianerin'.

De qualquer maneira, a intenção dessa senhora foi de me desqualificar.

Vamos ao terceiro caso. Recentemente, um senador italiano falou que nós não éramos conhecidos pelo Judiciário mas pelas dançarinas (prostitutas).

O que faz essas pessoas desqualificarem nossas instituições e nossas mulheres?

Nós mesmos fazemos isso conosco. Nós não nos respeitamos.

Moro na Alemanha há 17 anos. Sou cidadã alemã. Se algum dia conheci uma prostituta brasileira, não percebi. Também não estou interessada em julgar os outros por suas profissões.

A imprensa brasileira nos desrespeita. Os jornalistas nos desrespeitam. A senhora Rubinato nos desrespeita, e, o pior de tudo, o Supremo Tribunal Federal nos desrespeita quando joga o jogo da Itália em relação ao Battisti.

Por que os outros devem nos respeitar se nem nós mesmo o fazemos?

A brasileira na Suíça pagou o alto preço da desqualificação sistemática que nós todas sofremos. Desqualificação essa que começa dentro de nossa própria casa, o Brasil.

Não considero a Paula Oliveira melhor ou pior do que qualquer outra brasileira imigrante. Todas são mulheres e merecem ser respeitadas independente do que fazem.

Enquanto uma dentre as milhares de Rubinatos se expressar negativamente sobre qualquer imigrante brasileira, nós, me incluo, sofreremos o estigma da prostituição, da bandidagem, da table dancer e da faxineira.

Brasileira é agredida por neonazistas na Suíça



Paula Oliveira estava grávida de gêmeos e acabou perdendo as crianças

A advogada brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, foi agredida na noite de segunda-feira (9) por três homens brancos, com cabelos raspados, em Dubendorf, cidade perto de Zurique, na Suíça. Paula estava grávida de gêmeos de três meses e acabou perdendo as crianças, além de sofrer cortes em todas as partes do corpo.
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As informações são do site G1. Conforme relatos que fez ao pai, a brasileira havia acabado de sair do trem e estava indo em direção à casa onde reside com o companheiro, Marco Trepp, quando foi surpreendida por três homens, aparentemente neonazistas.
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— Deram socos, chutaram e a cortaram com estiletes no corpo inteiro — afirmou Paulo Oliveira, por telefone, de Zurique.
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O pai da brasileira informou ainda que os agressores tinham suásticas na cabeça. Paulo, que é secretário parlamentar, foi avisado pela filha sobre o ocorrido, por telefone, na madrugada de terça-feira (10), pelo horário de Brasília. Logo em seguida, ele avisou o deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), para quem trabalha, e pegou o primeiro voo em direção a Zurique, juntamente com a mãe de Paula, Geni.
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Nesta quarta-feira, Paula foi encaminhada ao Hospital da Universidade de Zurique. Conforme o pai da brasileira, ela foi chamada para tomar vacinas antivirais. Como foi ferida por objetos cortantes, os estiletes poderiam estar contaminadas com hepatite ou outra doença.
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Paulo contou, também, que a polícia ainda não procurou a filha para recolher mais informações sobre o ataque.
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— Eles aparentaram nenhum interesse. Aparentemente estão trabalhando sem nos dar informação. Porém, neste momento, a prioridade é cuidar da minha filha. Ela está em estado de choque — completou o pai da vítima.
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Paula e os pais devem voltar para Recife em uma semana. Paulo não tem previsão do que irá acontecer depois. — Ela trabalha para uma empresa aqui e precisa ver o que a empresa vai querer. Não sabe ainda se voltará para Zurique — completou.
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Original em ZERO HORA

11/02/2009

Brasileira torturada na Suiça aborta gêmeos

Paula, quando estava grávida de três meses



A advogada Paula Oliveira, 26 anos de idade, funcionária em Zurique, na Suiça, do maior conglomerado econômico da Dinamarca, A P Moeller/Maersk, líder mundial em transporte marítimo de contêineres, foi atacada na noite do último domingo por três skinhead neonazistas.

Um deles exibia uma suástica tatuada atrás da cabeça.

Dois dos agressores a imobilizaram depois de espancá-la e deixá-la seminua. O terceiro sacou de um estilete e passou a retalhar várias partes do seu corpo - braços, pernas, barriga e costas.

O ato final da sessão de tortura foi entalhar nas duas coxas de Paula a sigla SVP - Scheiz Volks Partei. Em português, Partido Popular da Suíça ou Partido do Povo Suíço.

Paula estava grávida de gêmeos há três meses. Eram duas meninas. A agressão a fez abortar.

Há pouco, ela estava em um hospital de Zurique. Os médicos ainda não haviam decidido se deveriam esperar que o organismo expelisse a placenta espontâneamente ou se deveriam submeter Paula a uma curetagem.

Ela estava pronta para se casar nos próximos meses com Marco Trepp, economista suíço e pai de suas filhas.

- O que fizeram com minha filha parece uma história de filme de terror - disse-me o advogado Paulo Oliveira, secretário parlamentar do deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), ex-governador de Pernambuco.

Oliveira embarcou, ontem, às pressas para Zurique. Ele foi acordado por um telefonema da filha às 4h da segunda-feira. Paula lhe contou o que acontecera.

Ela mora em um apartamento de dois quartos em Dubendorf, cidade a menos de três quilômetros de distância de Zurique. Voltou para casa de trem como costuma fazer.

Ao sair da estação, foi abordada por três homens brancos, carecas e vestidos de preto. Paula falava pelo celular com a mãe no Recife.

Há poucos prédios nas vizinhanças da estação. E há uma área cheia de arbustos. Foi para lá que os três homens conduziram Paula.

Naquele dia, os suiços tinha votado em plebicisto nacional para decidir se mantinham ou não o acordo de livre circulação pelo país de trabalhadores da União Européia. O acordo permitiu em 2002 que 200 mil cidadãos europeus trabalhassem na Suiça.

Por 59,6% dos votos, o acordo foi confirmado. Dos 26 cantões suiços, apenas quatro votaram contra o acordo.

O Scheiz Volks Partei é o maior partido político da Suiça, também conhecido ali como União Democrática de Centro. É o que governa o país.

Embora oficialmente tenha proposto a confirmação do acordo, o partido está dividido quanto à questão. A ministra da Justiça, por exemplo, foi a favor. O ministro da Defesa, contra.

Nas ruas de Zurique ainda restam gigantescos cartazes onde aparece desenhado o mapa do país, como se fosse um pedaço de carne, sendo bicado por vários corvos, identificados com os imigrantes.

"Passe livre para todos? Não!", está escrito nos cartazes.

O que denunciou a condição de imigrante de Paula foi o português falado por ela com a mãe ao telefone. Os três agressores não queriam molestá-la sexualmente. Nem mesmo roubá-la. A intenção deles era apenas fazê-la sofrer.

A sessão de tortura durou cerca de 10 minutos. Uma vez terminada, Paula correu para um banheiro da estação e de lá telefonou para o namorado pedindo socorro. Ele chegou acompanhado de uma ambulância e do detetive da polícia de Zurique Hug Andreass. Paula foi levada para um hospital em Zurique.

Enquanto era tratada pelos médicos, ouviu mais de uma vez do detetive:

- Se a senhora estiver mentindo será processada.

Na manhã de hoje, a consul-geral do Brasil em Zurique, a embaixadora Vitória Clever, conversou com o pai de Paula e telefonou para a polícia pedindo informações sobre o caso. Disseram-lhe que o pedido deveria ser feito por escrito. Na mesma hora, a embaixadora mandou o pedido por escrito.

Recebeu uma resposta escrita e assinada pelo detetite Andreass. Ele sugeriu que ela procurrasse informações com a própria vítima da agressão.

A embaixadora, agora, se reportará ao chefe da polícia de Zurique.

Paula voltará ao Brasil na próxima semana.

Fonte: Noblat

Ateus

José Saramago

Enfrentemos os factos. Há anos (muitos já), o famoso teólogo alemão Hans Küng escreveu esta verdade: “As religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros”. Jamais se disse nada tão verdadeiro. Aqui não se nega (seria absurdo pensá-lo) o direito a adoptar cada um a religião que mais lhe apeteça, desde as mais conhecidas às menos frequentadas, a seguir os seus preceitos ou dogmas (quando os haja), nem sequer se questiona o recurso à fé enquanto justificação suprema e, por definição (como por demais sabemos), cerrada ao raciocínio mais elementar. É mesmo possível que a fé remova montanhas, não há informação de que tal tenha acontecido alguma vez, mas isso nada prova, dado que Deus nunca se dispôs a experimentar os seus poderes nesse tipo de operação geológica. O que, sim, sabemos é que as religiões, não só não aproximam os seres humanos, como vivem, elas, em estado de permanente inimizade mútua, apesar de todas as arengas pseudo-ecuménicas que as conveniências de uns e outros considerem proveitosas por ocasionais e passageiras razões de ordem táctica. As coisas são assim desde que o mundo é mundo e não se vê nenhum caminho por onde possam vir a mudar. Salvo a óbvia ideia de que o planeta seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus. Claro que, sendo a natureza humana isto que é, não nos faltariam outros motivos para todos os desacordos possíveis e imagináveis, mas ficaríamos livres dessa ideia infantil e ridícula de crer que o nosso deus é o melhor de quantos deuses andam por aí e de que o paraíso que nos espera é um hotel de cinco estrelas. E mais, creio que reinventaríamos a filosofia.

Fonte: O Caderno de Saramago

Pressekonferenz Berlinale09

Die Brasilianische Botschaft in Berlin lädt

am Donnerstag, dem 12. Februar 2009, um 17.00 Uhr

zur traditionellen Gesprächsrunde mit den brasilianischen Teilnehmern der

BERLINALE 2009 ein.

Anwesend werden sein: José Padilha („Garapa“ ), Gewinner des Goldenen Bären 2008, Paulo Pons, Regisseur des Panorama-Beitrags „Vingança “, gemeinsam mit den Produzenten und dem Hauptdarsteller, sowie die Teilnehmer des Berlinale Talent Campus und des Kurzfilmprogramms.

Moderation: Flávio Wolf de Aguiar

Veranstaltungssprache Portugiesisch, mit Simultanverdolmetschung ins Deutsche

Ort: Brasilianische Botschaft, Wallstraße 57, 10179 Berlin

Um Anmeldung wird gebeten:

E-Mail: kultur@brasemberlim.de oder Tel: 030/72628211

09/02/2009

Para quem tem amigo ilegal na Europa e é contra o neo-fascismo que se espraia nos países ditos 'civilizados'

UE deve aprovar projeto para ampliar repressão a ilegais

por Márcia Bizzotto

O Parlamento Europeu (PE) se prepara para votar, no final de fevereiro, uma nova legislação que obrigará todos os países da União Europeia (UE) a aplicar pesadas sanções contra empresários que contratem imigrantes ilegais.

A proposta prevê para o empregador que contrate imigrantes ilegais uma multa no valor correspondente aos impostos e cotizações que teria pago se o trabalhador estivesse em condições legais.

O empresário também terá que pagar ao imigrante seus salários atrasados e arcar com os custos de sua expulsão do país.

Além disso, estabelece penas de prisão se o contratado for menor de idade ou vítima de tráfico de pessoas, se as condições de trabalho impostas forem consideradas uma exploração ou se o empresário for reincidente.

A proposta, que surgiu de negociações entre as três instituições da União Europeia - Comissão, Conselho e Parlamento - ao longo de dois anos, recebeu esta semana o aval dos parlamentares e depende apenas de um ajuste de texto para ser votada. Por isso, a aprovação é tida como uma formalidade.

A medida então deverá ser ratificada pelos governos dos 27 países membros da UE e poderá entrar em vigor em 2011.

Terceira parte

O projeto é o terceiro pilar do pacote de medidas contra a imigração ilegal no bloco - formado também pelo chamado "cartão azul", que regulamentará a entrada de trabalhadores considerados altamente qualificados, e a "diretiva de retorno", que harmoniza as regras de expulsão dos ilegais.

Atualmente apenas 19 dos 27 países da UE aplicam sanções contra a contratação de ilegais.

O PE estima que o bloco recebe cada ano cerca de 900 mil novos imigrantes e entre 4,5 milhões e 8 milhões deles trabalham atualmente em condições ilegais.

A maioria deles atua nos setores de construção, agricultura, hotelaria e serviços domésticos.

Medidas repressivas

Apesar de que a aprovação da nova legislação já ser esperada, a posição favorável do PE coincide com o anúncio de medidas repressivas adotadas por alguns dos países europeus que recebem os maiores números de imigrantes no bloco.

Na quinta-feira, o Senado italiano aprovou uma lei que permite aos médicos denunciar imigrantes em situação irregular e prevê quatro anos de prisão para os ilegais que não abandonem o país, além de criar um imposto de entre 80 e 200 euros para as permissões de residência.

"A penalização é a única forma de proteger esses imigrantes que são obrigados a trabalhar ilegalmente e que são, com frequência, submetidos a explorações terríveis, muitas vezes tratados como escravos", argumenta o deputado italiano Claudio Fava, defensor da proposta no PE.

No mesmo dia, a França anunciou que concederá residência a imigrantes irregulares que denunciem empresários que contratem ilegalmente ou redes de tráfico de pessoas.

"A UE está claramente tentando ser mais repressiva contra os imigrantes ilegais e esse é apenas um novo elemento. A premissa dessa nova legislação não é lutar contra a exploração dos imigrantes, mesmo se o PE utiliza esse argumento", afirmou à BBC Brasil Michele LeVoy, diretora da Plataforma para a Cooperação Internacional com Migrantes Indocumentados, uma ONG baseada em Bruxelas.

"O verdadeiro objetivo é lutar contra a imigração ilegal. Os imigrantes que foram contratados ilegalmente acabam sendo expulsos do país (em questão)."

Fonte: BBC Brasil

05/02/2009

Brasilianische Polizei nimmt zwei Deutsche fest

Sie wollten für die Rückreise was Bequemes anziehen: Zwei deutsche Männer haben an einem brasilianischen Flughafen für Aufregung gesorgt, weil sie in der Abflughalle ihre Hosen wechselten. Die Polizei bat zu einem zweistündigen Verhör.

São Paulo/Salvador - Zwei deutsche Touristen sind nach einem öffentlichen Kleiderwechsel im Flughafen der brasilianischen Stadt Salvador angezeigt und auf die Polizeiwache gebracht worden. Die beiden jeweils über 60-jährigen Männer wollten sich nach Angaben des Nachrichtenportals "globo.com" am Dienstagnachmittag offensichtlich für den Flug umziehen.

Dabei zogen sie im Flughafengebäude auch die Hosen aus, worauf sie wegen eines "obszönen Aktes" angezeigt wurden. Statt im Flugzeug landeten sie und ein weiterer Begleiter deshalb zunächst auf der Polizeiwache, wo sie zwei Stunden lang verhört wurden.

Dort sagten sie nach Angaben einer Polizeibeamtin aus, dass sie nicht gedacht hätten, dass das Wechseln von Hosen jemanden belästigen könnte. Schließlich sei das Wechseln von Kleidern in Brasilien etwa am Strand etwas ganz Gewöhnliches. Die Urlauber aus Königsberg und Bad Bevensen wurden am Abend wieder freigelassen und sollen noch diese Woche nach Deutschland zurückkehren.

Journalisten interviewten in Salvador einheimische Strandurlauber zu dem Vorgang. Dies sei ein Fall von "mangelndem Respekt", sagte ein junger Mann, und eine Brasilianerin bemängelte, viele ausländische Touristen kämen mit dem Gedanken nach Brasilien, dass man hier alles dürfe.

Doch auch wenn viele Strandschönheiten in den knappsten Bikinis etwa an den berühmten Stränden Rio de Janeiros auf und ab flanieren und auch gerne in diesem Outfit einkaufen gehen, ziehen die Behörden klare Linien: Nacktbaden etwa wie an der Ostsee wäre an Rios Hauptstränden kaum vorstellbar.

Fonte: Spiegel Online

03/02/2009

Turistas alemães tiram a roupa no Aeroporto de Salvador

A TARDE On Line

Três turistas alemães tiraram a roupa no saguão do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, nesta segunda-feira, 2. Detidos e encaminhados ao posto da Polícia Civil do Aeroporto, eles alegaram que não encontraram o banheiro e que acreditavam que era comum ficar nu publicamente no país, por conta dos trajes usados nas praias.

Os alemães, todos com mais de 60 anos, prestaram depoimento por mais de duas horas e passaram a noite na delegacia. Eles embarcariam ontem para a Alemanha mas, por conta do ocorrido, a viagem foi adiada. Os três foram indiciados por prática de ato obsceno.

Enviado pelo Valdir

Comentário meu: Os alemães são umas gracinhas. Se é lógico ficar nu no aeroporto por causa dos biquines nas praias brasileiras, então seria lógico ir aos restaurantes alemães de busto nu pois a lei permite tomar sol nos parques nu da cintura para cima (para as mulheres, inclusive). Nas saunas, então, todos ficam nu - mulheres, homens, crianças.