23/06/2009

Para quem ainda não tem planos para hoje à noite

Hoje no Café Larigo tem literatura brasileira. Venha ouvir textos e seus contextos e se deliciar com nossa literatura. A apartir das 19 Horas.

Cafelarigo, Schulterblatt 63, 20357 Hamburg.

18/06/2009

Festa junina na Embaixada Brasileira em Berlim

Nota enviada pela embaixada:

"Caríssimos, Caríssimas,

Vamos ter a primeira festa junina da Embaixada, no dia 3 de julho, conforme convite abaixo. Será muito bom ter vocês presentes, em um ambiente mais descontraído.principalmente os que têm crianças. Peço apenas que não deixem de confirmar presença até o dia 29/06, dizendo quantas pessoas (adultos e crianças) trará, pelo e-mail info@conselhocidadaos-berlim.de .

Abraço,

Regina

Regina Maria de Resende
Setor Consular / Konsularabteilung

Embaixada do Brasil / Brasilianische Botschaft Fax: 030 72628699"




"Favor responder esse email confirmando a sua presença.

Sinta-se à vontade para trazer um prato típico, compartilhando com os demais e dando aquele sabor especial à festança.

Precisamos de voluntários com vontade de ajudar, com disposição e com alegria. Caso você queira participar da organização e promover alguma atividade como brincadeira para as crianças, criar uma barraca, fazer um show ou simplesmente ajudar a servir e decorar, por favor responda esse email com seu número de telefone e dizendo o que quer fazer, daí marcamos uma reunião com todos.

COM SUA AJUDA, A FESTA VAI FICAR MAIS RICA, MAIS ANIMADA E MAIS BONITA.

Nós do Conselho de Cidadãos e a Comunidade Brasileira em Berlim agradecemos desde já.

www.conselhocidadaos-berlim.de

O arraiá é dia 03 de julho das 17 às 21 horas na Embaixada do Brasil em Berlim:

Wallstrasse 57

10179 Berlim"

17/06/2009

A cota de sucesso da turma do ProUni

ELIO GASPARI

Os pobres que entraram nas universidades privadas deram uma aula aos demófobos do andar de cima

A DEMOFOBIA pedagógica perdeu mais uma para a teimosa insubordinação dos jovens pobres e negros. Ao longo dos últimos anos o elitismo convencional ensinou que, se um sistema de cotas levasse estudantes negros para as universidades públicas, eles não seriam capazes de acompanhar as aulas e acabariam fugindo das escolas.

Lorota. Cinco anos de vigência das cotas na UFRJ e na Federal da Bahia ensinaram que os cotistas conseguem um desempenho médio equivalente ao dos demais estudantes, com menor taxa de evasão.

Quando Nosso Guia criou o ProUni, abrindo o sistema de bolsas em faculdades privadas para jovens de baixa renda (põe baixa nisso, 1,5 salário mínimo per capita de renda familiar para a bolsa integral), com cotas para negros, foi acusado de nivelar por baixo o acesso ao ensino superior. De novo, especulou-se que os pobres, por serem pobres, teriam dificuldade para se manter nas escolas.

Os repórteres Denise Menchen e Antonio Gois contaram que, pela segunda vez em dois anos, o desempenho dos bolsistas do ProUni ficou acima da média dos demais estudantes que prestaram o Provão.

Em 2004, os beneficiados foram cerca de 130 mil jovens que dificilmente chegariam ao ensino superior (45% dos bolsistas do ProUni são afrodescendentes, ou descendentes de escravos, para quem não gosta da expressão).

O DEM (ex-PFL) e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino foram ao Supremo Tribunal Federal, arguindo a inconstitucionalidade dos mecanismos do ProUni. Sustentam que a preferência pelos estudantes pobres e as cotas para negros (igualmente pobres) ofendiam a noção segundo a qual todos são iguais perante a lei. O caso ainda não foi julgado pelo tribunal, mas já foi relatado pelo ministro Carlos Ayres Britto, em voto memorável.

Ele lembrou um trecho da Oração aos Moços de Rui Barbosa: "Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real".A "Oração aos Moços" é de 1921, quando Rui já prevalecera com sua contribuição abolicionista.

A discussão em torno do sistema de acesso dos afrodescendentes às universidades teve a virtude de chamar a atenção para o passado e para a esplêndida produção historiográfica sobre a situação do negro brasileiro no final do século 19.

Acaba de sair um livro exemplar dessa qualidade, é "O jogo da Dissimulação - Abolição e Cidadania Negra no Brasil", da professora Wlamyra de Albuquerque, da Federal da Bahia. Ela mostra o que foi o peso da cor.

Dezesseis negros africanos que chegaram à Bahia em 1877 para comerciar foram deportados, apesar de serem súditos britânicos. Negros ingleses negros eram, e o Brasil não seria o lugar deles.

A professora Albuquerque transcreve em seu livro uma carta de escravos libertos endereçada a Rui Barbosa em 1889, um ano depois da Abolição. Nela havia um pleito, que demorou para começar a ser atendido, mas que o DEM e os donos de faculdades ainda lutam para derrubar: "Nossos filhos jazem imersos em profundas trevas. É preciso esclarecê-los e guiá-los por meio da instrução".

A comissão pedia o cumprimento de uma lei de 1871 que prometia educação para os libertos. Mais de cem anos depois, iniciativas como o ProUni mostraram não só que isso era possível mas que, surgindo a oportunidade, a garotada faria bonito.

Observação minha: o Elio Gaspari é representante da ala dos jornalões reacionários, e por isso mesmo, se escreveu tal texto é porque o Prouni realmente é eficaz.

Outro dia, conversei com uma gaúcha aqui em Hamburg. Ela disse que com o Prouni estava surgindo preconceito racial no Brasil. O governo Lula estaria provocando confitos raciais. Pois é, ainda tem gente, e muita gente, que acredita em Papai Noel e em duendes.


16/06/2009

Não coloquem a culpa sobre nossos ombros

Se a direita europeia está contra nós imigrantes, o Presidente Lula apresenta argumentos suficientes para descreditá-los.


Lula: 'Desemprego não é culpa dos imigrantes pobres'

por Pablo Uchoa


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a crise econômica e o desemprego não são culpa dos "imigrantes e pobres do mundo", durante seu primeiro discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

Ao falar em uma sessão do conselho sobre a relação entre direitos econômicos e direitos humanos, o presidente afirmou que os efeitos mais "perversos" da crise não devem ser jogados sobre os ombros dos países mais pobres.

"Essa crise traz um efeito perverso sobretudo quando os imigrantes, sobretudo os pobres, africanos, latino-americanos e asiáticos, que transitam pelo mundo à procura de oportunidades de trabalho, começam a ser enxergados como responsáveis por ocupar o lugar das pessoas filhas dos países ricos", declarou o presidente.

"Não são os imigrantes, os pobres do mundo, os responsáveis pela crise. Os responsáveis pela crise são os mesmos que por muito tempo sabiam como ensinar a administrar os Estados. Sabiam como ter ingerência nos Estados pobres da América Latina e da África."

Para o presidente, "esses mesmos senhores que sabiam de tudo um tempo atrás, hoje não sabem mais de nada. Não conseguem explicar como davam tantos palpites nas políticas dos países pobres e que não têm sequer uma palavra para analisar a crise dos países ricos".

Lula citou medidas para legalizar a situação de trabalhadores estrangeiros no Brasil, aprovadas recentemente pelo Congresso, como um exemplo de política a ser seguido.

"No Brasil, nós acabamos de legalizar centenas de milhares de imigrantes que viviam ilegalmente no país. Para dar uma resposta, um sinal aos preconceituosos, aqueles que imediatamente querem encontrar os responsáveis pela sua própria desgraça, o seu desemprego", disse.

Direitos econômicos e humanos

Em outro momento de seu discurso, o presidente fez uma relação entre direitos econômicos e direitos humanos.

"A realização dos direitos econômicos é importante para preservar direitos civis e políticos, para consolidar o Estado de Direito, e para construir sociedades democráticas, justas e prósperas", afirmou Lula.

Ele afirmou que o Brasil investe na cooperação sul-sul como forma de promover os direitos humanos, citando exemplos como a contribuição para a luta contra a Aids na África, e a participação em um projeto de inclusão social na Palestina.

"No Haiti, emprestamos um novo significado às operações de paz da ONU ao demonstrar que, para se obter a verdadeira paz, não basta combater a violência pela força das armas; deve-se, ao contrário, promover o desenvolvimento econômico e, com ele, a inclusão e justiça social", continuou.

Ele disse também que avanços sociais no Brasil - que ele atribuiu ao Fome Zero, Bolsa Família, redução dos níveis de pobreza e elevação do salário mínimo - também melhoraram as condições dos direitos humanos no país.

"A crise financeira, que nasceu da desregularização das economias mais ricas, não será pretexto para incentivar o descumprimento das obrigações de cada Estado com a promoção e proteção dos direitos humanos. Tampouco deve conduzir a que sejam descumpridos compromissos com os mais necessitados", ressaltou Lula.

Fonte: BBC

10/06/2009

Primeiro Congresso de Escritoras Brasileiras em Nova York

A Brazilian Endowment for the Arts (BEA) informa que o Primeiro Congresso de Escritoras Brasileiras em Nova York se realizará nos dias 14, 15, 16 de outubro próximo nos estúdios da New York Film Academy, que se encarrega da filmagem e transmissão do evento.

O objetivo desse Congresso será homenagear a escritora brasileira e sua mestria da arte literária nas figuras de Nísia Floresta, Cecília Meirelles e Clarice Lispector. Depois de uma palavra de S.E. o Embaixador do Brasil e uma apresentação do Prof. Emérito Gregory Rabassa, o congresso se abrirá oficialmente com uma introdução de Ana Maria Machado, da Academia Brasileira de Letras.

Mais informações: www.brasilianendowment.org/Congresso.html


09/06/2009

O direito de espernear

O propósito da oposição não é investigar se há erros na Petrobras, mas tentar desestabilizar o governo e – pior – enfraquecer a grande empresa, no momento em que busca recursos para a exploração do pré-sal

Por: Mauro Santayana

Diante dos êxitos inegáveis do governo, a oposição se perde entre a perplexidade e a inveja. Conforme costuma dizer Delfim Netto, com autoridade, os economistas que dominaram o governo anterior não podem aceitar que o bom senso de um metalúrgico revele-se muito mais eficiente do que as teorias acadêmicas. A diferença está no trabalho desenvolvido pelo governo, sobretudo pelo seu titular. Lula atua em duas frentes. Na frente interna, tenta reparar injustiças seculares para com os trabalhadores.

Na externa, insere o Brasil entre os atores internacionais, abre mercados, influi no processo político global. Não é um extremista, mas tampouco um conformista. Talvez funcione, em sua forma de ver o mundo, a constatação dos velhos comunistas de que os trabalhadores lutam para construir a própria família com dignidade e fazer com que seus filhos vivam um pouco melhor do que eles mesmos.

O país caminha sem grandes saltos, mas com firmeza. O governo conseguiu zerar a dívida externa e reduziu consideravelmente a dívida pública interna. Graças a isso, consegue impedir que a crise internacional assuma, entre nós, o caráter gravíssimo que ocorre em outros países. Uma das causas desse desempenho é, sem dúvida, a distribuição –precária ainda – compulsória de renda. O aumento de consumo de bens industriais duráveis, favorecido pela atenção oficial aos pobres, permitiu que a indústria mantivesse o nível de emprego nos anos anteriores, e, assim, que a economia permanecesse mais ou menos estável. É certo que os níveis de desemprego cresceram, mas não com os índices dramáticos que muitos calculavam.

Seria de esperar que todas as forças políticas brasileiras atuassem em busca do entendimento, a fim de que pudéssemos vencer todas as dificuldades econômicas sem crises políticas internas. Mas não é o que ocorre. A oposição, salvo a exceção de alguns mais lúcidos, aposta no “quanto pior, melhor”. Não há prova maior disso do que a CPI do Senado para investigar a Petrobras. Em primeiro lugar, não obstante homens honrados que o compõem, o Senado não tem, neste momento, autoridade moral e política alguma para investigar o que quer que seja. Os escândalos surgidos ali recentemente põem a instituição sob suspeita diante da opinião pública. E o propósito da oposição não é averiguar possíveis erros da grande empresa. Querem é tentar a desestabilização do governo e – ainda pior – enfraquecer a grande empresa, no momento em que busca os capitais necessários para a exploração imediata dos depósitos petrolíferos sob a camada de pré-sal.

A oposição que está aí é herdeira e sucessora da UDN, que, sob o comando de Carlos Lacerda, e a serviço das grandes empresas petrolíferas norte-americanas, procurou impedir a criação da Petrobras durante o governo de Vargas e, em seguida, no período de sua consolidação pelo presidente Juscelino Kubitschek, continuou na tentativa de desestabilização do governo. Não é relevante para esse grupo de senadores e deputados o interesse nacional – e o interesse nacional exige a preservação da Petrobras, que vem investindo pesadamente na exploração do petróleo do profundo subsolo marinho, o que nos tornará um dos maiores produtores do mundo. O que lhes interessa é apenas tumultuar o processo sucessório, com a esperança de que venham a ocupar o Planalto e, no Planalto, impedir a realização plena do povo brasileiro e a conquista definitiva da soberania nacional.

É o direito que têm de espernear. Durante quase toda a História – com exceção de dois ou três períodos da República, em que houve resistência contra a injustiça, as oligarquias têm explorado impunemente o povo brasileiro e usado dos recursos do Tesouro para o enriquecimento de famílias de nome sonoro e caráter discutível. Como, desta vez, os trabalhadores conhecem melhor os seus direitos e a população rural já não obedece ao cabresto dos senhores de engenho e dos latifundiários, os oposicionistas se desesperam.

03/06/2009

Consulado Itinerante de Hamburgo

Para atender melhor o público, o Consulado Brasileiro de Berlim atenderá periodicamente em Hamburgo.

A primeira data será no dia 6 de junho na sede do Quilombo Brasil, Breitestrasse 70. Tel: 0402209621.

O consulado itinerante destina-se principalmente ao atendimento de solicitaçõe de serviços em que, normalmente, é necessário comparecer ao consulado para assinar documento.

O atendimento será das 9:30 às 15:30 horas. Serão distribuídas senhas. Se você não puder neste dia, espere o próximo.

Serão prestados os seguintes serviços:

Alistamento militar(traga envelope serrado para devolução por correio- €3,5- procurações.

Registros de nascimento e casamento (traga envelope selado pra devolução por correio-€3,50-

Recepção de pedido de passaporte.(veja abaixo)

Não serão feitos pedidos de vistos para estrangeiros!

Para agilizar o atendimento e evitar demoras:

* Leia as informações sobre o serviço consular de seu interesse na página da embaixada

*Efetue anteriormente o pagamento dos valores. Não será recebido dinheiro no local. Portanto traga o recibo da taxa consular paga e carimbada pelo banco.

*Leve também as cópias dos documentos necessários e os envelopes já endereçados e selados!

Documentação incompleta impossibilita requerer ou receber o serviço consular.