31/12/2009
25/12/2009
23/12/2009
Acordo previdenciário Brasil-Alemanha beneficia trabalhadores em ambos os países
Brasileiros que trabalharem na Alemanha ou alemães em atividade profissional no Brasil poderão somar tempos de serviço prestados em ambos os países, ao se aposentarem.
Entre diversos acertos bilaterais selados por ocasião da última visita do presidente Lula à Alemanha, no início de dezembro de 2009, está o Acordo de Previdência Social entre os dois países, que beneficiará brasileiros profissionalmente atuantes na Alemanha e vice-versa.
Assinado pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, e pelo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Antônio de Aguiar Patriota, o acordo assegura e regulamenta a proteção social de cidadãos brasileiros e alemães nos respectivos sistemas de previdência social, no caso particular de o cidadão residir no Estado da outra parte.
Totalização dos tempos de contribuição
Uma das novidades é que pessoas que exercerem atividades profissionais no Brasil e na Alemanha poderão somar os tempos de contribuição prestada nos dois países, a fim de preencher as condições para requerer a aposentadoria. Os períodos a serem totalizados não podem recair, no entanto, sobre o mesmo espaço de tempo.
Se um brasileiro tiver trabalhado durante um período de sua vida profissional na Alemanha e continuar trabalhando no Brasil até poder se aposentar, passará a receber as prestações previdenciárias de ambos os Estados, proporcionalmente aos tempos de contribuição em cada país.
Princípio de capacidade de exportação
Além disso, o acordo – baseado no chamado princípio de capacidade de exportação, válido dentro da União Europeia – prevê o pagamento ilimitado de aposentadorias no outro Estado.
Pessoas que se aposentaram na Alemanha e passaram a residir no Brasil recebiam até agora apenas 70% do que lhes caberia se morassem na Europa. A partir de agora, o pagamento integral dos vencimentos por parte da previdência alemã também passa a valer para aposentados estabelecidos no Brasil.
Para impedir a dupla previdência
O acordo também soluciona o problema de pessoas temporariamente deslocadas por seus empregadores para o outro país. Durante uma permanência de trabalho de até dois anos, a pessoa não precisa se desligar da previdência do país de origem.
Essa medida atende, sobretudo, ao interesse de empresas com funcionários atuantes no Brasil e na Alemanha, criando mecanismos para evitar a dupla previdência.
Os funcionários de empresas alemãs enviados ao Brasil, por exemplo, são isentos de contribuição previdenciária no país que os recebe temporariamente, continuando sujeitos à legislação alemã sobre a obrigatoriedade da contribuição.
O mesmo vale para brasileiros que sejam enviados por seus empregadores para trabalhar na Alemanha por um período de até 24 meses.
Válido a partir de 2010
Antes de entrar em vigor, o Acordo de Previdência Social entre Brasil e Alemanha ainda deverá passar pelo crivo do Congresso em Brasília e das duas câmaras do Parlamento em Berlim (Bundestag e Bundesrat). Estima-se que ele passe a vigorar na segunda metade de 2010, após ratificação e publicação.
O Brasil já tem acordos previdenciários semelhantes com Portugal e Itália, experiências que deram bons resultados até hoje.
Autora: Simone Lopes
Revisão: Augusto Valente
Entre diversos acertos bilaterais selados por ocasião da última visita do presidente Lula à Alemanha, no início de dezembro de 2009, está o Acordo de Previdência Social entre os dois países, que beneficiará brasileiros profissionalmente atuantes na Alemanha e vice-versa.
Assinado pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, e pelo secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Antônio de Aguiar Patriota, o acordo assegura e regulamenta a proteção social de cidadãos brasileiros e alemães nos respectivos sistemas de previdência social, no caso particular de o cidadão residir no Estado da outra parte.
Totalização dos tempos de contribuição
Uma das novidades é que pessoas que exercerem atividades profissionais no Brasil e na Alemanha poderão somar os tempos de contribuição prestada nos dois países, a fim de preencher as condições para requerer a aposentadoria. Os períodos a serem totalizados não podem recair, no entanto, sobre o mesmo espaço de tempo.
Se um brasileiro tiver trabalhado durante um período de sua vida profissional na Alemanha e continuar trabalhando no Brasil até poder se aposentar, passará a receber as prestações previdenciárias de ambos os Estados, proporcionalmente aos tempos de contribuição em cada país.
Princípio de capacidade de exportação
Além disso, o acordo – baseado no chamado princípio de capacidade de exportação, válido dentro da União Europeia – prevê o pagamento ilimitado de aposentadorias no outro Estado.
Pessoas que se aposentaram na Alemanha e passaram a residir no Brasil recebiam até agora apenas 70% do que lhes caberia se morassem na Europa. A partir de agora, o pagamento integral dos vencimentos por parte da previdência alemã também passa a valer para aposentados estabelecidos no Brasil.
Para impedir a dupla previdência
O acordo também soluciona o problema de pessoas temporariamente deslocadas por seus empregadores para o outro país. Durante uma permanência de trabalho de até dois anos, a pessoa não precisa se desligar da previdência do país de origem.
Essa medida atende, sobretudo, ao interesse de empresas com funcionários atuantes no Brasil e na Alemanha, criando mecanismos para evitar a dupla previdência.
Os funcionários de empresas alemãs enviados ao Brasil, por exemplo, são isentos de contribuição previdenciária no país que os recebe temporariamente, continuando sujeitos à legislação alemã sobre a obrigatoriedade da contribuição.
O mesmo vale para brasileiros que sejam enviados por seus empregadores para trabalhar na Alemanha por um período de até 24 meses.
Válido a partir de 2010
Antes de entrar em vigor, o Acordo de Previdência Social entre Brasil e Alemanha ainda deverá passar pelo crivo do Congresso em Brasília e das duas câmaras do Parlamento em Berlim (Bundestag e Bundesrat). Estima-se que ele passe a vigorar na segunda metade de 2010, após ratificação e publicação.
O Brasil já tem acordos previdenciários semelhantes com Portugal e Itália, experiências que deram bons resultados até hoje.
Autora: Simone Lopes
Revisão: Augusto Valente
22/12/2009
20/12/2009
Alemão de Viracopos será extraditado

Heinz Müller está internado desde o dia 29 de outubro no HC da Unicamp após ser retirado à força de Viracopos.
O alemão Heinz Müller está internado desde o dia 29 de outubro no HC da Unicamp. Ele foi retirado à força do Aeroporto de Viracopos por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado, amarrado a uma maca, para o setor de psiquiatria do hospital.
De lá, de acordo com a assessoria de imprensa do HC, ele só sairá se algum parente aparecer. O estado do alemão, que teve controlados seus problemas neurológicos, é estável. A expectativa, no entanto, é sobre o que acontecerá com ele após o dia 2 de janeiro, quando termina o seu visto e ele ficará em situação ilegal no Brasil.
A Polícia Federal já informou que negará a renovação da permanência por mais 90 dias, como permite a lei. A única possibilidade para que ele continue no País de forma legal é se casando com uma brasileira. A direção do hospital mantém contato com o Consulado Geral da República Federal da Alemanha, que se recusa a passar informações à imprensa. A família também já foi avisada sobre a situação.
Fonte
O alemão Heinz Müller está internado desde o dia 29 de outubro no HC da Unicamp. Ele foi retirado à força do Aeroporto de Viracopos por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado, amarrado a uma maca, para o setor de psiquiatria do hospital.
De lá, de acordo com a assessoria de imprensa do HC, ele só sairá se algum parente aparecer. O estado do alemão, que teve controlados seus problemas neurológicos, é estável. A expectativa, no entanto, é sobre o que acontecerá com ele após o dia 2 de janeiro, quando termina o seu visto e ele ficará em situação ilegal no Brasil.
A Polícia Federal já informou que negará a renovação da permanência por mais 90 dias, como permite a lei. A única possibilidade para que ele continue no País de forma legal é se casando com uma brasileira. A direção do hospital mantém contato com o Consulado Geral da República Federal da Alemanha, que se recusa a passar informações à imprensa. A família também já foi avisada sobre a situação.
Fonte
13/12/2009
Helmut Schmidt e a política brasileira para o Irã
Por Marcos P.B.
Helmut Schmidt: “O senhor está absolutamente certo em relação ao Irã”
Presidente Lula se encontra com o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em Hamburgo (Alemanha).
Quando visitou o Brasil em 1979, o então chanceler alemão Helmut Schmidt fez questão de se encontrar em São Paulo com Lula, que havia sido destituído do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista pelo regime militar. Trinta anos depois, o gesto não foi esquecido pelo ex-sindicalista e hoje presidente do Brasil. Em sua passagem pela Alemanha na semana passada, Lula aproveitou para ir à redação do jornal Die Zeit em Hamburgo e se encontrar com Schmidt, que é do conselho editorial da publicação. “O gesto que o senhor fez para mim em 1979 me fez lhe ter muito respeito”, afirmou Lula, ao final da conversa que girou em torno de temas variados — Pré-sal, Irã, Nordeste brasileiro e Oscar Niemeyer, entre outros.
Helmut Schmidt, 90 anos, afirmou estar honrado com a visita e orgulhoso por ver um sindicalista como presidente do Brasil. Afirmou ainda acompanhar com “interesse e simpatia” a emergência do Brasil no cenário mundial e defendeu a posição brasileira em relação ao Irã:
O senhor disse ontem (quarta-feira, dia 3/12), em Berlim, uma coisa com a qual eu concordo expressamente: de acordo com o que os jornais alemães noticiaram, o senhor disse que é necessário lidar com o Irã como se lida com qualquer estado normal soberano. E que ameaças não frutificam. Eu quero lhe dizer aqui que eu acho que o senhor está inteiramente certo.
O ex-chanceler alemão se mostrou bastante interessado pelas descobertas brasileiras de petróleo na camada Pré-sal e, depois de ouvir atentamente as explicações do presidente Lula sobre a atual situação do País em relação à produção petrolífera e a tecnologia empregada para retirar o petróleo do fundo do mar, afirmou que o Brasil havia avançado mais do que os russos na prospecção de novas jazidas petrolíferas.
Helmut Schmidt lembrou com carinho de quando conheceu o litoral do Nordeste brasileiro e disse ter ficado impressionado com a paz que presenciou nas pequenas comunidades que visitou ao norte de Salvador (BA). E brincou: “As praias do Nordeste são perigosas, porque os cocos podem cair em sua cabeça.”
Lula e Schmidt falaram ainda sobre Oscar Niemeyer, de quem o ex-chanceler alemão afirmou ser grande admirador: “Sua arquitetura é deslumbrante, arrebatadora.”
Helmut Schmidt: “O senhor está absolutamente certo em relação ao Irã”
Presidente Lula se encontra com o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em Hamburgo (Alemanha).
Quando visitou o Brasil em 1979, o então chanceler alemão Helmut Schmidt fez questão de se encontrar em São Paulo com Lula, que havia sido destituído do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista pelo regime militar. Trinta anos depois, o gesto não foi esquecido pelo ex-sindicalista e hoje presidente do Brasil. Em sua passagem pela Alemanha na semana passada, Lula aproveitou para ir à redação do jornal Die Zeit em Hamburgo e se encontrar com Schmidt, que é do conselho editorial da publicação. “O gesto que o senhor fez para mim em 1979 me fez lhe ter muito respeito”, afirmou Lula, ao final da conversa que girou em torno de temas variados — Pré-sal, Irã, Nordeste brasileiro e Oscar Niemeyer, entre outros.
Helmut Schmidt, 90 anos, afirmou estar honrado com a visita e orgulhoso por ver um sindicalista como presidente do Brasil. Afirmou ainda acompanhar com “interesse e simpatia” a emergência do Brasil no cenário mundial e defendeu a posição brasileira em relação ao Irã:
O senhor disse ontem (quarta-feira, dia 3/12), em Berlim, uma coisa com a qual eu concordo expressamente: de acordo com o que os jornais alemães noticiaram, o senhor disse que é necessário lidar com o Irã como se lida com qualquer estado normal soberano. E que ameaças não frutificam. Eu quero lhe dizer aqui que eu acho que o senhor está inteiramente certo.
O ex-chanceler alemão se mostrou bastante interessado pelas descobertas brasileiras de petróleo na camada Pré-sal e, depois de ouvir atentamente as explicações do presidente Lula sobre a atual situação do País em relação à produção petrolífera e a tecnologia empregada para retirar o petróleo do fundo do mar, afirmou que o Brasil havia avançado mais do que os russos na prospecção de novas jazidas petrolíferas.
Helmut Schmidt lembrou com carinho de quando conheceu o litoral do Nordeste brasileiro e disse ter ficado impressionado com a paz que presenciou nas pequenas comunidades que visitou ao norte de Salvador (BA). E brincou: “As praias do Nordeste são perigosas, porque os cocos podem cair em sua cabeça.”
Lula e Schmidt falaram ainda sobre Oscar Niemeyer, de quem o ex-chanceler alemão afirmou ser grande admirador: “Sua arquitetura é deslumbrante, arrebatadora.”
Gente, olhem só que menina impressionante
Preciosidade descoberta por acaso
Publicado em 12.12.2009
Parece que o desempregado Carlos Alberto estava adivinhando quando deu à sua primeira filha o nome de Crystal. A menina de 10 anos que impactou a todos tocando Chopin como há muito não se via, faz jus ao nome do registro de nascimento: tem um brilho inconfundível.
Poucos sabem que no escondido conservatório Musicale, localizado entre uma lojinha e outra do centro do Recife, está a mais recente celebridade do País, a pianista prodígio Crystal.
Moradora de uma invasão em Jaboatão dos Guararapes, Crystal não ficou famosa por ser apenas um exemplo de superação, mas por revelar um talento inquestionável diante de tantas pessoas. “Em 30 anos de ensino, eu nunca vi algo assim”, revela a atual professora de piano Joana Darc Florêncio. Entrando na salinha do conservatório podem ser vistos um piano, um senhor e uma criança de pele escura e cabelos crespos. É exatamente assim que Crystal passa os seus dias, na presença de seus grandes amores: o pai e o instrumento.
Vinda de uma comunidade de baixa renda, o primeiro contato com a música foi aos sete anos, quando viu uma pessoa tocando piano durante um culto na igreja batista que a família frequentava. Ela perguntou ao pai se poderia aprender a tocar piano. Segundo seu Carlos, foi um dos momentos mais felizes da vida dele. “Eu disse que ela poderia tudo o que quisesse na vida, se fosse dedicada”, contou o pai. Este seria apenas o primeiro de vários conselhos que viriam direcionar Crystal para uma carreira de sucesso. Crystal ouviu o pai. Na própria igreja, começou a ter aulas e desde então o interesse pelo instrumento só cresceu. “No meu primeiro dia de aula, o professor me deixou com o piano e foi ao banheiro. Quando ele voltou, eu já estava fazendo a escala de dó”, conta a garota tocando as notas primárias no Essenfelder em que estava estudando.
Durante a entrevista, Crystal agia com a espontaneidade de uma criança. Enquanto responde, ela dança, pula, quase cai da cadeira, vai lá fora, volta. A menina de presilhas cor-de-rosa no cabelo parece não compreender a dimensão do que está acontecendo à sua volta. “Ela é muito trelosa. Só pensa em bicicleta, sorvete. Ela e o irmão, Mateus, de quatro anos, são os bagunceiros da casa.
Depois de um tempo de estudo na igreja, Crystal conseguiu entrar para o conservatório da sua cidade e então foi descoberta pela professora Helena Barros. A professora, que tinha uma preciosidade nas mãos, apressou-se em levar o “artigo raro” para a “análise” de duas profissionais de sua confiança, as professoras Joana e Janete Florêncio. “Engraçado que naquela mesma semana nós estávamos comentando que há tempos não víamos um grande talento no piano”, contou Janete. “Quando Helena nos contou de Crystal, pensamos ser exagero, mas a menina chegou, sentou no piano e leu sozinha uma partitura dificílima de Chopin. Não acreditamos que este talento estava escondido esse tempo todo”, completou.
Três meses foram suficientes para afinar a garota para um torneio que se realizaria no Conservatório Pernambucano de Música. Crystal tocou e ganhou para pianistas de todo o Nordeste na categoria especial. Foi então que os convites começaram a surgir, inclusive o de participar do show dos sertanejos em São Paulo. “Eu nunca tinha saído daqui, foi muito bom, mas melhor ainda foi tocar para aquelas pessoas”, conta Crystal. Questionada sobre o medo de se apresentar diante de tanta gente, a menina responde agora como adulta: “Fiquei um pouco nervosa. Mas quando eu começo a tocar, o nervosismo passa. Quando você tem intimidade com o seu instrumento, parece que só tem você e ele ali, mais ninguém”.
As preocupações da menina também são de gente grande. “Agora que eu ganhei um piano, eu sonho com três coisas: uma casa melhor, um emprego para o meu pai e que todo mundo da minha família seja feliz. Eu sei que Deus me deu um dom, e vou usar ele para realizar todos os meus desejos”, conta.
Ao final da entrevista, a memenina volta ao piano. As pequenas mãos que quase não alcançam as oitavas se movimentam precisamente, mas com muita naturalidade. A sala se enche com melodia, impossível não emocionar a quem escuta. Aliás, neste caso, ouvir não basta. É necessário vê-la para crer. (D.M.)
Paixão pela música vem muito antes do berço
A maturidade de Crystal não surgiu de uma hora para outra. Carlos Alberto do Espírito Santo, além de pai, é o seu grande mentor e se preocupou desde sempre em preparar a filha para as difíceis situações com que ela poderia se deparar. “Quando ela ia ensaiar no piano do colégio, eu chamava todos os seus amigos para ouvi-la. Ela reclamava, mas eu dizia que era para ela se acostumar, porque no futuro, ia tocar para muito mais gente”, lembra o pai.
“Crystal, o piano é a criatura, você é o criador”. Os conselhos de Carlos Alberto são responsáveis por muito do que a filha é hoje. Desempregado, ele acredita que a falta de um trabalho faz parte dos planos de Deus, já que, se estivesse ocupado, não teria tido tempo para cuidar da formação da filha. Segundo seu Carlos, “Papita”, como chama carinhosamente a filha, foi resposta de orações. Também aos dez anos, ele começou a se interessar por música erudita e estudar sobre o assunto. O rapaz de vida sacrificada acumulou conhecimento, mas teve de guardá-lo, pois, segundo ele, não havia ninguém que se interessasse em conversar sobre aquilo. “Então eu pedi a Deus que colocasse alguém em minha vida com quem eu pudesse compartilhar o que eu mais gostava. E essa pessoa é Crystal. Apesar de ser nova, ela é minha amiga e eu não sou só seu pai, mas protetor, conselheiro e acima de tudo amigo”, afirma.
No entanto, ele conta que nem sempre a vida foi fácil para a sua família. Quando Crystal começou a se interessar pelo piano, muitas dificuldades surgiram, inviabilizando muitos dos sonhos que Carlos tinha para a filha. “Houve uma época em que Crystal desanimou, perguntou porque ela não tinha um piano e nem dinheiro de passagem para estudar em algum lugar. Eu perguntei a ela: você confia no seu pai? As dificuldades não podem nos enfraquecer e sim nos fortalecer”. As palavras surtiram efeito e pai e filha continuaram numa jornada sem saber onde tudo ia dar. “Eu confio em Deus, sei que ele tem o melhor. Olho para trás e vejo como a vida da minha filha mudou em apenas três meses”, diz com a voz embargada. Ele passa alguns segundos com a cabeça baixa e completa: “Eu já disse para ela que o que interessa não é a fama, porque televisão, eventos, tudo isso passa. O que eu quero é que ela busque o sucesso, sem nunca deixar de lado os valores que aprendeu”. (D.M)
jornal do Comercio(para assinantes)
Parece que o desempregado Carlos Alberto estava adivinhando quando deu à sua primeira filha o nome de Crystal. A menina de 10 anos que impactou a todos tocando Chopin como há muito não se via, faz jus ao nome do registro de nascimento: tem um brilho inconfundível.
Poucos sabem que no escondido conservatório Musicale, localizado entre uma lojinha e outra do centro do Recife, está a mais recente celebridade do País, a pianista prodígio Crystal.
Moradora de uma invasão em Jaboatão dos Guararapes, Crystal não ficou famosa por ser apenas um exemplo de superação, mas por revelar um talento inquestionável diante de tantas pessoas. “Em 30 anos de ensino, eu nunca vi algo assim”, revela a atual professora de piano Joana Darc Florêncio. Entrando na salinha do conservatório podem ser vistos um piano, um senhor e uma criança de pele escura e cabelos crespos. É exatamente assim que Crystal passa os seus dias, na presença de seus grandes amores: o pai e o instrumento.
Vinda de uma comunidade de baixa renda, o primeiro contato com a música foi aos sete anos, quando viu uma pessoa tocando piano durante um culto na igreja batista que a família frequentava. Ela perguntou ao pai se poderia aprender a tocar piano. Segundo seu Carlos, foi um dos momentos mais felizes da vida dele. “Eu disse que ela poderia tudo o que quisesse na vida, se fosse dedicada”, contou o pai. Este seria apenas o primeiro de vários conselhos que viriam direcionar Crystal para uma carreira de sucesso. Crystal ouviu o pai. Na própria igreja, começou a ter aulas e desde então o interesse pelo instrumento só cresceu. “No meu primeiro dia de aula, o professor me deixou com o piano e foi ao banheiro. Quando ele voltou, eu já estava fazendo a escala de dó”, conta a garota tocando as notas primárias no Essenfelder em que estava estudando.
Durante a entrevista, Crystal agia com a espontaneidade de uma criança. Enquanto responde, ela dança, pula, quase cai da cadeira, vai lá fora, volta. A menina de presilhas cor-de-rosa no cabelo parece não compreender a dimensão do que está acontecendo à sua volta. “Ela é muito trelosa. Só pensa em bicicleta, sorvete. Ela e o irmão, Mateus, de quatro anos, são os bagunceiros da casa.
Depois de um tempo de estudo na igreja, Crystal conseguiu entrar para o conservatório da sua cidade e então foi descoberta pela professora Helena Barros. A professora, que tinha uma preciosidade nas mãos, apressou-se em levar o “artigo raro” para a “análise” de duas profissionais de sua confiança, as professoras Joana e Janete Florêncio. “Engraçado que naquela mesma semana nós estávamos comentando que há tempos não víamos um grande talento no piano”, contou Janete. “Quando Helena nos contou de Crystal, pensamos ser exagero, mas a menina chegou, sentou no piano e leu sozinha uma partitura dificílima de Chopin. Não acreditamos que este talento estava escondido esse tempo todo”, completou.
Três meses foram suficientes para afinar a garota para um torneio que se realizaria no Conservatório Pernambucano de Música. Crystal tocou e ganhou para pianistas de todo o Nordeste na categoria especial. Foi então que os convites começaram a surgir, inclusive o de participar do show dos sertanejos em São Paulo. “Eu nunca tinha saído daqui, foi muito bom, mas melhor ainda foi tocar para aquelas pessoas”, conta Crystal. Questionada sobre o medo de se apresentar diante de tanta gente, a menina responde agora como adulta: “Fiquei um pouco nervosa. Mas quando eu começo a tocar, o nervosismo passa. Quando você tem intimidade com o seu instrumento, parece que só tem você e ele ali, mais ninguém”.
As preocupações da menina também são de gente grande. “Agora que eu ganhei um piano, eu sonho com três coisas: uma casa melhor, um emprego para o meu pai e que todo mundo da minha família seja feliz. Eu sei que Deus me deu um dom, e vou usar ele para realizar todos os meus desejos”, conta.
Ao final da entrevista, a memenina volta ao piano. As pequenas mãos que quase não alcançam as oitavas se movimentam precisamente, mas com muita naturalidade. A sala se enche com melodia, impossível não emocionar a quem escuta. Aliás, neste caso, ouvir não basta. É necessário vê-la para crer. (D.M.)
Paixão pela música vem muito antes do berço
A maturidade de Crystal não surgiu de uma hora para outra. Carlos Alberto do Espírito Santo, além de pai, é o seu grande mentor e se preocupou desde sempre em preparar a filha para as difíceis situações com que ela poderia se deparar. “Quando ela ia ensaiar no piano do colégio, eu chamava todos os seus amigos para ouvi-la. Ela reclamava, mas eu dizia que era para ela se acostumar, porque no futuro, ia tocar para muito mais gente”, lembra o pai.
“Crystal, o piano é a criatura, você é o criador”. Os conselhos de Carlos Alberto são responsáveis por muito do que a filha é hoje. Desempregado, ele acredita que a falta de um trabalho faz parte dos planos de Deus, já que, se estivesse ocupado, não teria tido tempo para cuidar da formação da filha. Segundo seu Carlos, “Papita”, como chama carinhosamente a filha, foi resposta de orações. Também aos dez anos, ele começou a se interessar por música erudita e estudar sobre o assunto. O rapaz de vida sacrificada acumulou conhecimento, mas teve de guardá-lo, pois, segundo ele, não havia ninguém que se interessasse em conversar sobre aquilo. “Então eu pedi a Deus que colocasse alguém em minha vida com quem eu pudesse compartilhar o que eu mais gostava. E essa pessoa é Crystal. Apesar de ser nova, ela é minha amiga e eu não sou só seu pai, mas protetor, conselheiro e acima de tudo amigo”, afirma.
No entanto, ele conta que nem sempre a vida foi fácil para a sua família. Quando Crystal começou a se interessar pelo piano, muitas dificuldades surgiram, inviabilizando muitos dos sonhos que Carlos tinha para a filha. “Houve uma época em que Crystal desanimou, perguntou porque ela não tinha um piano e nem dinheiro de passagem para estudar em algum lugar. Eu perguntei a ela: você confia no seu pai? As dificuldades não podem nos enfraquecer e sim nos fortalecer”. As palavras surtiram efeito e pai e filha continuaram numa jornada sem saber onde tudo ia dar. “Eu confio em Deus, sei que ele tem o melhor. Olho para trás e vejo como a vida da minha filha mudou em apenas três meses”, diz com a voz embargada. Ele passa alguns segundos com a cabeça baixa e completa: “Eu já disse para ela que o que interessa não é a fama, porque televisão, eventos, tudo isso passa. O que eu quero é que ela busque o sucesso, sem nunca deixar de lado os valores que aprendeu”. (D.M)
jornal do Comercio(para assinantes)
11/12/2009
Brasileiro vence show de talentos na Alemanha
Um brasileiro de 20 anos é o grande vencedor do programa alemão "Popstars." Seu disco em dueto com uma parceira já está sendo vendido na Alemanha.
Leo Ritzmann, que também tem nacionalidade suíça, venceu o show de talentos, que recrutou cantores para formar um dueto entre milhares de candidatos.
Leo e sua parceira alemã Vanessa foram escolhidos pelo público como o dueto vencedor na madrugada de quinta-feira (10). A final do programa, transmitida ao vivo, foi vista por 2,5 milhões de telespectadores.
O brasileiro, que fala alemão quase sem sotaque, vive na cidade de Hinwil, na Suíça, e trabalha como comerciante. Ele já tinha ficado em sexto lugar no programa suíço "Music Star".
O dueto foi escolhido pelos telespectadores, que votaram por telefone. Nos momentos finais do show, Leo apelou em português frente às câmeras: "Todos os brasileiros que estão me ouvindo, liguem para cá!"
Ele chorou quando foi declarado vencedor. No programa final, ele e sua parceira cantaram músicas como "Cry for you" e "Umbrella", que apresentaram junto com a cantora americana Rihanna.
Seu prêmio é a comercialização de um CD do dueto, que foi gravado antes do show pelos duetos que disputaram a final. O disco já está sendo vendido na Alemanha a partir desta sexta-feira.
"Já faz tempo que eu quero fazer carreira como cantor", disse Leo, que tem três ídolos musicais: Michael Jackson, Boyz II Men e o cantor Usher.
Leo Ritzmann, que também tem nacionalidade suíça, venceu o show de talentos, que recrutou cantores para formar um dueto entre milhares de candidatos.
Leo e sua parceira alemã Vanessa foram escolhidos pelo público como o dueto vencedor na madrugada de quinta-feira (10). A final do programa, transmitida ao vivo, foi vista por 2,5 milhões de telespectadores.
O brasileiro, que fala alemão quase sem sotaque, vive na cidade de Hinwil, na Suíça, e trabalha como comerciante. Ele já tinha ficado em sexto lugar no programa suíço "Music Star".
O dueto foi escolhido pelos telespectadores, que votaram por telefone. Nos momentos finais do show, Leo apelou em português frente às câmeras: "Todos os brasileiros que estão me ouvindo, liguem para cá!"
Ele chorou quando foi declarado vencedor. No programa final, ele e sua parceira cantaram músicas como "Cry for you" e "Umbrella", que apresentaram junto com a cantora americana Rihanna.
Seu prêmio é a comercialização de um CD do dueto, que foi gravado antes do show pelos duetos que disputaram a final. O disco já está sendo vendido na Alemanha a partir desta sexta-feira.
"Já faz tempo que eu quero fazer carreira como cantor", disse Leo, que tem três ídolos musicais: Michael Jackson, Boyz II Men e o cantor Usher.
07/12/2009
05/12/2009
Lula em Hamburg
04/12/2009
O Motel
de Luis Fernando Veríssimo
- Viram teu marido entrando num motel.
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Discretíssimu's.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Lu.
- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.
- Mas que história é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel? Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir.
- Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então, que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa,com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio:
- Acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que,como meu amigo, tinha que contar.
- O que?
- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.
- O homem era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Lurdes, mas..
- O quê???
- Vou ter que te dar uma surra...
*Conclusão : "Devemos cuidar apenas da nossa saúde, porque da nossa vida, todo mundo cuida
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Discretíssimu's.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Lu.
- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.
- Mas que história é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel? Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir.
- Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então, que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa,com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio:
- Acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que,como meu amigo, tinha que contar.
- O que?
- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.
- O homem era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Lurdes, mas..
- O quê???
- Vou ter que te dar uma surra...
*Conclusão : "Devemos cuidar apenas da nossa saúde, porque da nossa vida, todo mundo cuida
03/12/2009
Lula começa sua visita a Alemanha

Presidente Lula começou sua visita a Alemanha. O presidente alemão Horst Koehler cumprimenta o convidado com honras militares.
Berlin - Brasiliens Präsident Luiz Inácio Lula da Silva hat seinen Deutschland-Besuch begonnen. Bundespräsident Horst Köhler begrüßte den Staatsgast mit militärischen Ehren.
Merkur Online
Lula inicia visita oficial de dois dias à Alemanha

Meio ambiente e crise financeira serão temas centrais do encontro entre o presidente e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, em Berlim. Em seguida, Lula participará de um seminário sobre o Brasil em Hamburgo.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi recebido em Berlim com honras militares pelo presidente da Alemanha, Horst Köhler, na manhã desta quinta-feira (03/12). Lula visitou o Memorial às Vítimas da Guerra e das Ditaduras, no centro histórico da capital alemã, onde depositou uma coroa de flores.
Mais tarde, será recebido pela chanceler federal alemã, Angela Merkel. O principal tema na agenda das conversações entre os dois chefes de governo será a preparação da cúpula das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que começa na segunda-feira (07/12), em Copenhague, adiantou um porta-voz do governo alemão.
Na reunião entre Lula e Merkel deverão ser enfocados ainda a crise econômica e financeira internacional, o comércio mundial, a cooperação econômica entre Brasil e Alemanha, a agenda política internacional e a segurança mundial, acrescentou a mesma fonte.
Brasil é maior parceiro alemão na América Latina
Na sexta-feira, o presidente brasileiro estará em Hamburgo para participar de um seminário sobre o Brasil, organizado pela Associação Empresarial Alemã para a América Latina.
Com um volume de comércio de cerca de 18 bilhões de euros, o Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina. Além disso, os dois países apóiam mutuamente as respectivas candidaturas a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU
Lula visitou oficialmente a Alemanha em janeiro de 2003 e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, esteve no Brasil em maio de 2008 para assinar um plano de ação de parceria estratégica e um acordo energético.
Fonte: DW
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi recebido em Berlim com honras militares pelo presidente da Alemanha, Horst Köhler, na manhã desta quinta-feira (03/12). Lula visitou o Memorial às Vítimas da Guerra e das Ditaduras, no centro histórico da capital alemã, onde depositou uma coroa de flores.
Mais tarde, será recebido pela chanceler federal alemã, Angela Merkel. O principal tema na agenda das conversações entre os dois chefes de governo será a preparação da cúpula das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que começa na segunda-feira (07/12), em Copenhague, adiantou um porta-voz do governo alemão.
Na reunião entre Lula e Merkel deverão ser enfocados ainda a crise econômica e financeira internacional, o comércio mundial, a cooperação econômica entre Brasil e Alemanha, a agenda política internacional e a segurança mundial, acrescentou a mesma fonte.
Brasil é maior parceiro alemão na América Latina
Na sexta-feira, o presidente brasileiro estará em Hamburgo para participar de um seminário sobre o Brasil, organizado pela Associação Empresarial Alemã para a América Latina.
Com um volume de comércio de cerca de 18 bilhões de euros, o Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina. Além disso, os dois países apóiam mutuamente as respectivas candidaturas a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU
Lula visitou oficialmente a Alemanha em janeiro de 2003 e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, esteve no Brasil em maio de 2008 para assinar um plano de ação de parceria estratégica e um acordo energético.
Fonte: DW
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