28/08/2007

500 professores universitários debatem Literatura Portuguesa

Cerca de 500 professores do Brasil, Portugal e Espanha, entre outros países, participam no XXI Encontro sobre Literatura portuguesa a decorrer em Setembro na Universidade de São Paulo e que terá o período contemporâneo como dominante.

"Certamente, o período mais estudado [na universidade brasileira]- assinalou à Lusa o presidente do encontro, Paulo Motta Oliveira - é o da literatura contemporânea (...) Mas existem também grupos que estudam a literatura do século XIX , os séculos XV e XVI e ainda outros que se dedicam à literatura medieval".

A organização do encontro, entre os dias 03 e 06 de Setembro, está a cargo da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa (ABRAPLIP).

Do lote de escritores portugueses contemporâneos cuja obra será debatida no encontro fazem parte, entre outros, Miguel Torga, Carlos de Oliveira, Ruy Belo, Alexandre O'Neill, Augusto Abelaira, Al Berto, Mário de Carvalho, José Saramago, António Lobo Antunes, Manuel Gusmão, Teolinda Gersão, Manuel Alegre, Lídia Jorge, Inês Pedrosa e Rui Pires Cabral.

Do século XIX, serão objecto de debate obras de escritores como Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco Eça de Queirós e, de séculos anteriores, Fernão Lopes, Camões e o Padre António Vieira.

Participam no encontro 15 professores portugueses, das universidades de Lisboa, Coimbra, Aveiro, Minho, Évora, da Universidade Aberta e da Universidade Católica. Há ainda participantes de universidades espanholas, francesas e norte-americanas.

O tema geral é "Revoluções, Diásporas e Identidades", a tratar em mesas-redondas, com convidados brasileiros e estrangeiros, e em sessões de comunicações.

"Como se trata de um evento que congrega os principais estudiosos de literatura no Brasil, a temática é bastante ampla", referiu Motta Oliveira.

Para a abertura e o encerramento do Encontro foram convidadas as escritoras Maria Teresa Horta e Inês Pedrosa, que falarão sobre "Escrita e transgressão" e "Portugal/Brasil: laços", respectivamente.

Explicando o convite feito às duas autoras, Motta Oliveira considerou que os "principais motivos" do mesmo "talvez tenham sido o facto de representarem vozes inquestionáveis da literatura portuguesa, pertencentes a duas gerações, e ambas com um público significativo também deste lado do Atlântico, dentro e fora da Academia".

(texto transcrito, sem adaptação, do jornal português Notícias lusofonas

Um comentário:

Carmem disse...

obrigada pela dica. Estou indo para o Brasil e gostaria de assistir aos debates.