Tico Tico No Fubá - Hermeto & Sivuca
31/05/2009
28/05/2009
Novidade no "pedaço"
Os brasileiros de Londres
Do Portal Luís Nassif
Por Sìlvio Ferreira Jr
Caro Nassif,
Gostaria de registrar a iniciativa de um grupo de brasileiros residentes em Londres que lançou no mês de abril um canal de tv online: o www.canallondres.tv
Já existem muitas publicações impressas, bem como muitos websites dedicados às comunidades brasileiras no exteriot, mas o Canal Londres tem suas peculiaridades.
Ele mostra, através de vídeos, como vivem os brasileiros no Reino Unido, além de apresentar roteiros turisticos sugeridos pelos brasileiros que vivem na Europa. Já estão na programas gravados na Itália e na França, mas vem muito mais por aí.
Vale registrar que o fenômeno dos braseiros imigrantes é relativamente recente e que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, já são mais de 3 milhões de compatriotas espalhados pelo mundo. Só em Londres, calcula-se, já são mais de 200 mil. A prova da importância desses brasileiros está na inciativa do Senador Cristovão Buarque de apresentar uma PEC para dar a eles o direito de escolher seus representantes para o Legislativo.
Outro fator importante: estes brasileiros enviam cerca de 6 bilhões de dólares, anualmente, para o Brasil. Uma vez que não existem muitos estudos sobre este fenômeno, o Canal Londres pretende ser uma fonte para quem se interesse em saber como vivem os Brasileiros imigrantes.
Caro Nassif,
Gostaria de registrar a iniciativa de um grupo de brasileiros residentes em Londres que lançou no mês de abril um canal de tv online: o www.canallondres.tv
Já existem muitas publicações impressas, bem como muitos websites dedicados às comunidades brasileiras no exteriot, mas o Canal Londres tem suas peculiaridades.
Ele mostra, através de vídeos, como vivem os brasileiros no Reino Unido, além de apresentar roteiros turisticos sugeridos pelos brasileiros que vivem na Europa. Já estão na programas gravados na Itália e na França, mas vem muito mais por aí.
Vale registrar que o fenômeno dos braseiros imigrantes é relativamente recente e que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, já são mais de 3 milhões de compatriotas espalhados pelo mundo. Só em Londres, calcula-se, já são mais de 200 mil. A prova da importância desses brasileiros está na inciativa do Senador Cristovão Buarque de apresentar uma PEC para dar a eles o direito de escolher seus representantes para o Legislativo.
Outro fator importante: estes brasileiros enviam cerca de 6 bilhões de dólares, anualmente, para o Brasil. Uma vez que não existem muitos estudos sobre este fenômeno, o Canal Londres pretende ser uma fonte para quem se interesse em saber como vivem os Brasileiros imigrantes.
26/05/2009
Brasileiros de Hamburgo recebem novo embaixador brasileiro
Vai acontecer amanhã quinta-feira, 28 de maio, às 17 horas no Quilombo Brasil de Hamburgo, o primeiro encontro da comunidade brasileira de Hamburgo com o novo Embaixador Brasileiro na Alemanha, Everton Vieira Vargas.
Everton Vieira Vargas
O Ministro Ronaldo Colin da embaixada em Berlin, confirmou a presença do embaixador que será recebido pelo novo Conselho de Cidadãos Brasileiros de Hamburgo e pelas brasileiras e brasileiros da cidade, no Quilombo Brasil, na Breite Strasse 70.
Em um encontro informal teremos a oportunidade de conversar sobre os os novos planos da Embaixada brasileira de Berlim para atender a comunidade brasileira do norte da Alemanha. Para quem chegar com fome temos na Sopa da Cultura a famosa Feijoada Quilombola.
Everton Vieira Vargas
O Ministro Ronaldo Colin da embaixada em Berlin, confirmou a presença do embaixador que será recebido pelo novo Conselho de Cidadãos Brasileiros de Hamburgo e pelas brasileiras e brasileiros da cidade, no Quilombo Brasil, na Breite Strasse 70.
Em um encontro informal teremos a oportunidade de conversar sobre os os novos planos da Embaixada brasileira de Berlim para atender a comunidade brasileira do norte da Alemanha. Para quem chegar com fome temos na Sopa da Cultura a famosa Feijoada Quilombola.
UE acerta introdução do "blue card" para mão-de-obra qualificada
A União Europeia tomou a decisão definitiva de introduzir o "blue card" para imigrantes com alta qualificação profissional. O Conselho de Ministros da UE determinou, em Bruxelas, os padrões mínimos para a recepção de mão-de-obra de países não pertencentes ao bloco. Os Estados europeus têm até 2011 para ancorar as novas regras nas legislações nacionais.
O "blue card", inspirado no modelo do "green card" norte-americano e a princípio limitado até dois anos, deverá atenuar a escassez de mão-de-obra altamente especializada na Europa. Segundo informações da Comissão Europeia, a cota de trabalhadores com alta qualificação provindos de fora do bloco é de apenas 1,7%. Nos EUA, esse índice é de 3,2%, no Canadá de 7,3% e na Austrália de 9,9%.
Fonte: DW
O "blue card", inspirado no modelo do "green card" norte-americano e a princípio limitado até dois anos, deverá atenuar a escassez de mão-de-obra altamente especializada na Europa. Segundo informações da Comissão Europeia, a cota de trabalhadores com alta qualificação provindos de fora do bloco é de apenas 1,7%. Nos EUA, esse índice é de 3,2%, no Canadá de 7,3% e na Austrália de 9,9%.
Fonte: DW
19/05/2009
Extra !! Extra!!!

EMBAIXADA DO BRASIL EM BERLIM
CONSULADO ITINERANTE EM HAMBURGO
com o apoio do Conselho de Cidadãos de Hamburgo
Dia: 06 de junho, sábado
Horário: 9:30 às 14:30 (senhas até as 13:00)
LOCAL: Quilombo Brasil – Breite Strasse 70, próximo ao Fischmarkt, em Hamburgo
Para melhor atender a comunidade brasileira na região de Hamburgo, uma equipe do Setor Consular da Embaixada do Brasil estará disponível para prestar serviços que normalmente demandam o comparecimento à Repartição consular.
Para maiores informações, consulte o endereço: http://brasilianische-botschaft.de/2009/05/18/consulado-itinerante-em-hamburgo/
Dia: 06 de junho, sábado
Horário: 9:30 às 14:30 (senhas até as 13:00)
LOCAL: Quilombo Brasil – Breite Strasse 70, próximo ao Fischmarkt, em Hamburgo
Para melhor atender a comunidade brasileira na região de Hamburgo, uma equipe do Setor Consular da Embaixada do Brasil estará disponível para prestar serviços que normalmente demandam o comparecimento à Repartição consular.
Para maiores informações, consulte o endereço: http://brasilianische-botschaft.de/2009/05/18/consulado-itinerante-em-hamburgo/
18/05/2009
Até quando, Berlusconi?
Há uns dois mil e cinquenta anos, mais dia menos dia, a esta hora ou outra, estava o bom Cícero clamando a sua indignação no senado romano ou no foro: “Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?”, perguntou ele uma vez e muitas ao velhaco conspirador que o quis matar e fazer-se com um poder a que não tinha qualquer direito.
Por José Saramago, em seu blog
A História é tão pródiga, tão generosa, que não só nos dá excelentes lições sobre a atualidade de certos acontecidos outrora como também nos lega, para governo nosso, umas quantas palavras, umas quantas frases que, por esta ou aquela razão, viriam a ganhar raízes na memória dos povos.
A frase que deixei acima, fresca, vibrante, como se tivesse acabado de ser pronunciada neste instante, é sem dúvida uma delas.
Cícero foi um grande orador, um tribuno de enormes recursos, mas é interessante observar como, neste caso, preferiu utilizar termos dos mais comuns, que poderiam mesmo ter saído da boca de uma mãe que repreendesse o filho irrequieto.
Com a enorme diferença de que aquele filho de Roma, o tal Catilina, era um traste da pior espécie, quer como homem, quer como político.
A História de Itália surpreende qualquer um. É um extensíssimo rosário de gênios, sejam eles pintores, escultores ou arquitetos, músicos ou filósofos, escritores ou poetas, iluminadores ou artífices, um não acabar de gente sublime que representa o melhor que a humanidade tem pensado, imaginado, feito.
Nunca lhe faltaram catilinas de maior ou menor envergadura, mas disso nenhum país está isento, é lepra que a todos toca.
O Catilina de hoje, em Itália, chama-se Berlusconi. Não necessita assaltar o poder porque já é seu, tem dinheiro bastante para comprar todos os cúmplices que sejam necessários, incluindo juízes, deputados e senadores.
Conseguiu a proeza de dividir a população de Itália em duas partes: os que gostariam de ser como ele e os que já o são.
Agora promoveu a aprovação de leis absolutamente discricionárias contra a imigração ilegal, põe patrulhas de cidadãos a colaborar com a polícia na repressão física dos emigrantes sem papéis e, cúmulo dos cúmulos, proíbe que as crianças de pais emigrantes sejam inscritas no registo civil. Catilina, o Catilina histórico, não faria melhor.
Disse acima que a História de Itália surpreende qualquer um. Surpreende, por exemplo, que nenhuma voz italiana (ao menos que haja chegado ao meu conhecimento) tenha retomado, com uma ligeira adaptação, as palavras de Cícero: “Até quando, ó Berlusconi, abusarás da nossa paciência?” Experimente-se, pode ser que dê resultado e que, por esta outra razão, a Itália volte a surpreender-nos.
Por José Saramago, em seu blog
A História é tão pródiga, tão generosa, que não só nos dá excelentes lições sobre a atualidade de certos acontecidos outrora como também nos lega, para governo nosso, umas quantas palavras, umas quantas frases que, por esta ou aquela razão, viriam a ganhar raízes na memória dos povos.
A frase que deixei acima, fresca, vibrante, como se tivesse acabado de ser pronunciada neste instante, é sem dúvida uma delas.
Cícero foi um grande orador, um tribuno de enormes recursos, mas é interessante observar como, neste caso, preferiu utilizar termos dos mais comuns, que poderiam mesmo ter saído da boca de uma mãe que repreendesse o filho irrequieto.
Com a enorme diferença de que aquele filho de Roma, o tal Catilina, era um traste da pior espécie, quer como homem, quer como político.
A História de Itália surpreende qualquer um. É um extensíssimo rosário de gênios, sejam eles pintores, escultores ou arquitetos, músicos ou filósofos, escritores ou poetas, iluminadores ou artífices, um não acabar de gente sublime que representa o melhor que a humanidade tem pensado, imaginado, feito.
Nunca lhe faltaram catilinas de maior ou menor envergadura, mas disso nenhum país está isento, é lepra que a todos toca.
O Catilina de hoje, em Itália, chama-se Berlusconi. Não necessita assaltar o poder porque já é seu, tem dinheiro bastante para comprar todos os cúmplices que sejam necessários, incluindo juízes, deputados e senadores.
Conseguiu a proeza de dividir a população de Itália em duas partes: os que gostariam de ser como ele e os que já o são.
Agora promoveu a aprovação de leis absolutamente discricionárias contra a imigração ilegal, põe patrulhas de cidadãos a colaborar com a polícia na repressão física dos emigrantes sem papéis e, cúmulo dos cúmulos, proíbe que as crianças de pais emigrantes sejam inscritas no registo civil. Catilina, o Catilina histórico, não faria melhor.
Disse acima que a História de Itália surpreende qualquer um. Surpreende, por exemplo, que nenhuma voz italiana (ao menos que haja chegado ao meu conhecimento) tenha retomado, com uma ligeira adaptação, as palavras de Cícero: “Até quando, ó Berlusconi, abusarás da nossa paciência?” Experimente-se, pode ser que dê resultado e que, por esta outra razão, a Itália volte a surpreender-nos.
14/05/2009
Lula ganha o Prêmio da Paz da UNESCO

Assim sendo, a ONU recompensa o trabalho de LULA em 'prol da paz, do diálogo, da democracia, da Justiça social e a igualdade de direitos".
Lula ganhou nesta quarta, dia 13.05, o Prêmio da Paz Félix Houphouet-Boigny.
O ato solene se dará em junho próximo.
Segundo a ONU, o jurado que o escolheu quis premiar Lula por sua 'inestimável contribuição' pela erradicação da pobreza e por sua luta pela proteção dos direitos das minorias.
O prêmio, criado em 1989, foi anunciado pelo ex presidente portugués Mario Soares.
Outros que já foram agraciados com o Prêmio: Nelson Mandela, Frederik W. De Klerk; Yitzhak Rabin, Shimon Peres y Yasser Arafat; o Rei da Espanha, Juan Carlos I e o ex presidente americano Jimmy Carter.
Lula ganhou nesta quarta, dia 13.05, o Prêmio da Paz Félix Houphouet-Boigny.
O ato solene se dará em junho próximo.
Segundo a ONU, o jurado que o escolheu quis premiar Lula por sua 'inestimável contribuição' pela erradicação da pobreza e por sua luta pela proteção dos direitos das minorias.
O prêmio, criado em 1989, foi anunciado pelo ex presidente portugués Mario Soares.
Outros que já foram agraciados com o Prêmio: Nelson Mandela, Frederik W. De Klerk; Yitzhak Rabin, Shimon Peres y Yasser Arafat; o Rei da Espanha, Juan Carlos I e o ex presidente americano Jimmy Carter.
13/05/2009
Atenção brasileiros que residem na Itália. O atual Mussolini-Berlusconi está perseguindo imigrantes. É o neo-fascismo à toda
Parlamento italiano aprova lei que criminaliza imigração ilegal
A um mês das eleições europeias, Itália reforça perseguição a ilegais; projeto ainda passará pelo Senado
ROMA - O Parlamento (Câmara Baixa) da Itália aprovou nesta quarta-feira, 13, o polêmico projeto de lei que criminaliza a imigração ilegal no país. A legislação, que precisa ser aprovada pelo Senado, transforma em crime a entrada irregular em território italiano, prevendo punição com multa, e até mesmo a prisão de até três anos para qualquer pessoa que alugar um apartamento para imigrantes ilegais.
Em uma medida para facilitar a aprovação da proposta, os aliados do premiê italiano, Silvio Berlusconi, colocaram a medida para voto de confiança. A proposta foi aprovada com facilidade - 316 a 258. A um mês das eleições para o Parlamento Europeu, o governo do premiê Silvio Berlusconi quer dar um sinal à população de que está lidando com o problema da imigração. Roma decidiu devolver para a Líbia qualquer barco de imigrantes africanos encontrado em sua costa. Os ilegais não poderão registrar filhos, casar-se e ainda podem ser denunciados à polícia por médicos, enfermeiros, professores ou qualquer funcionário público.
Na Itália, a população de imigrantes legais dobrou entre 2001 e 2007, atingindo 4 milhões. No início da semana Berlusconi alertou que não aceitará uma "Itália multiétnica", o que provocou reações negativas até do Vaticano. "Não vamos abrir a porta a todos, como fez a esquerda, que tem uma ideia de uma sociedade multiétnica. Nós não. Só queremos receber quem tenha condições de obter asilo político", disse Berlusconi.
O Vaticano respondeu ao comentário de Berlusconi. "A Itália já é multiétnica e o governo deveria se dar conta disso", afirmou Marianno Crociata, secretário-geral da Conferência Episcopal da Itália.
Em menos de uma semana, a Itália já devolveu para a Líbia mais de 500 pessoas. Segundo a ONU, 75% dos estrangeiros que chegam aos portos italianos pedem asilo. Mas com a nova política do governo de interceptar barcos em alto-mar, essas pessoas não teriam nem condições de fazer o pedido.
No início da crise econômica, alguns dos ministros italianos chegaram a sugerir que os vistos de trabalho fossem suspensos por algum tempo, literalmente fechando as fronteiras.
Para a ONU, o projeto de endurecer a política de imigração vai além das motivações eleitorais. "Estamos preocupados que a política adotada pela Itália mine o acesso de refugiados à União Europeia", afirmou Ron Redmond, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados. A política de Berlusconi, segundo ele, ameaça violar um dos princípios da ONU, o de que refugiados não podem ser devolvidos. A entidade afirmou que estava encaminhando uma carta de protesto ao governo italiano.
Nas últimas semanas, a Marinha italiana passou a patrulhar a costa sul da Itália em busca de barcos com imigrantes. Os barcos encontrados em águas territoriais e internacionais são entregues à Marinha da Líbia.
A ONU está alarmada com essa situação, lembrando que a Líbia não faz parte dos acordos sobre refugiados e não garante proteção a essas pessoas. Alguns dos imigrantes são originários da Somália e Eritreia e estão fugindo de combates. Na Líbia, os imigrantes estão sendo colocados em uma prisão nas proximidades da capital, Trípoli. Em uma semana, duas mulheres já se suicidaram na prisão.
A situação também deve se tornar crítica para os imigrantes que vivem irregularmente na Itália. O governo italiano está criando uma lei que estabelecerá "crime de clandestinidade" e pessoas sem visto de trabalho serão processadas.
"Estamos muito preocupados diante da mudança de comportamento da população em relação à imigração", afirmou Kurosh Danesh, coordenador do Comitê Nacional de Imigrantes do sindicato CGIL. "A política de Berlusconi legitima o sentimento de medo da população", disse. Segundo Danesh, o governo precisa do apoio da Liga Norte para governar, por isso está adotando posições extremistas na questão da imigração. Nas últimas semanas, o partido espalhou pela Itália cartazes com a foto de um indígena e a palavra: invasão.
Segundo o sindicato, a mão de obra estrangeira é responsável por 10% do PIB da Itália e os imigrantes pagam anualmente 11 bilhões em impostos. Segundo a Organização Internacional de Migrações, a Itália precisará de estrangeiros nos próximos 30 anos para garantir seu crescimento econômico.
Roma tenta justificar suas decisões alegando medo de terrorismo. A polícia italiana disse ter identificado dois importantes membros da Al-Qaeda, que foram detidos em ações contra imigrantes ilegais. O sírio Bassam Ayachi, de 63 anos, e o francês Raphael Gendron foram presos em Bari e são acusados de planejar um ataque ao Aeroporto Charles De Gaulle, em Paris.
Fonte: O Estadão (Com Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo)
ROMA - O Parlamento (Câmara Baixa) da Itália aprovou nesta quarta-feira, 13, o polêmico projeto de lei que criminaliza a imigração ilegal no país. A legislação, que precisa ser aprovada pelo Senado, transforma em crime a entrada irregular em território italiano, prevendo punição com multa, e até mesmo a prisão de até três anos para qualquer pessoa que alugar um apartamento para imigrantes ilegais.
Em uma medida para facilitar a aprovação da proposta, os aliados do premiê italiano, Silvio Berlusconi, colocaram a medida para voto de confiança. A proposta foi aprovada com facilidade - 316 a 258. A um mês das eleições para o Parlamento Europeu, o governo do premiê Silvio Berlusconi quer dar um sinal à população de que está lidando com o problema da imigração. Roma decidiu devolver para a Líbia qualquer barco de imigrantes africanos encontrado em sua costa. Os ilegais não poderão registrar filhos, casar-se e ainda podem ser denunciados à polícia por médicos, enfermeiros, professores ou qualquer funcionário público.
Na Itália, a população de imigrantes legais dobrou entre 2001 e 2007, atingindo 4 milhões. No início da semana Berlusconi alertou que não aceitará uma "Itália multiétnica", o que provocou reações negativas até do Vaticano. "Não vamos abrir a porta a todos, como fez a esquerda, que tem uma ideia de uma sociedade multiétnica. Nós não. Só queremos receber quem tenha condições de obter asilo político", disse Berlusconi.
O Vaticano respondeu ao comentário de Berlusconi. "A Itália já é multiétnica e o governo deveria se dar conta disso", afirmou Marianno Crociata, secretário-geral da Conferência Episcopal da Itália.
Em menos de uma semana, a Itália já devolveu para a Líbia mais de 500 pessoas. Segundo a ONU, 75% dos estrangeiros que chegam aos portos italianos pedem asilo. Mas com a nova política do governo de interceptar barcos em alto-mar, essas pessoas não teriam nem condições de fazer o pedido.
No início da crise econômica, alguns dos ministros italianos chegaram a sugerir que os vistos de trabalho fossem suspensos por algum tempo, literalmente fechando as fronteiras.
Para a ONU, o projeto de endurecer a política de imigração vai além das motivações eleitorais. "Estamos preocupados que a política adotada pela Itália mine o acesso de refugiados à União Europeia", afirmou Ron Redmond, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados. A política de Berlusconi, segundo ele, ameaça violar um dos princípios da ONU, o de que refugiados não podem ser devolvidos. A entidade afirmou que estava encaminhando uma carta de protesto ao governo italiano.
Nas últimas semanas, a Marinha italiana passou a patrulhar a costa sul da Itália em busca de barcos com imigrantes. Os barcos encontrados em águas territoriais e internacionais são entregues à Marinha da Líbia.
A ONU está alarmada com essa situação, lembrando que a Líbia não faz parte dos acordos sobre refugiados e não garante proteção a essas pessoas. Alguns dos imigrantes são originários da Somália e Eritreia e estão fugindo de combates. Na Líbia, os imigrantes estão sendo colocados em uma prisão nas proximidades da capital, Trípoli. Em uma semana, duas mulheres já se suicidaram na prisão.
A situação também deve se tornar crítica para os imigrantes que vivem irregularmente na Itália. O governo italiano está criando uma lei que estabelecerá "crime de clandestinidade" e pessoas sem visto de trabalho serão processadas.
"Estamos muito preocupados diante da mudança de comportamento da população em relação à imigração", afirmou Kurosh Danesh, coordenador do Comitê Nacional de Imigrantes do sindicato CGIL. "A política de Berlusconi legitima o sentimento de medo da população", disse. Segundo Danesh, o governo precisa do apoio da Liga Norte para governar, por isso está adotando posições extremistas na questão da imigração. Nas últimas semanas, o partido espalhou pela Itália cartazes com a foto de um indígena e a palavra: invasão.
Segundo o sindicato, a mão de obra estrangeira é responsável por 10% do PIB da Itália e os imigrantes pagam anualmente 11 bilhões em impostos. Segundo a Organização Internacional de Migrações, a Itália precisará de estrangeiros nos próximos 30 anos para garantir seu crescimento econômico.
Roma tenta justificar suas decisões alegando medo de terrorismo. A polícia italiana disse ter identificado dois importantes membros da Al-Qaeda, que foram detidos em ações contra imigrantes ilegais. O sírio Bassam Ayachi, de 63 anos, e o francês Raphael Gendron foram presos em Bari e são acusados de planejar um ataque ao Aeroporto Charles De Gaulle, em Paris.
Fonte: O Estadão (Com Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo)
08/05/2009
Imprensa alemã ressalta importância universal de Augusto Boal
A morte do criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal, no último dia 2 de maio, aos 78 anos, foi destacada na imprensa alemã na forma de um renovado reconhecimento pela obra de um artista que esteve à frente de seu tempo.
Os maiores jornais do país foram pegos de surpresa pelo fato, mas aqueles que se pronunciaram foram categóricos ao enfatizar o caráter democrático e revolucionário das idéias plantadas pelo autor teatral carioca, que passou parte significativa da vida no exterior. Isso contribuiu decididamente para que Boal se tornasse a principal referência do teatro brasileiro no mundo.
Admirado por parcela da esquerda alemã e por uma legião de atores e diretores teatrais provenientes da cena alternativa de Berlim, Munique e outro centros culturais europeus – como Paris, Viena e Londres –, Boal tinha na Alemanha escala certa para suas investidas teatrais nos campos da emancipação política, da educação e até da psicoterapia.
Brilhantismo intelectual e carisma
Oliver Scheiber, do semanário Die Zeit, que circula principalmente no meio acadêmico e intelectual, lembrou a última vez em que Boal esteve em Viena, na Áustria, em abril de 2008.
Na ocasião, o dramaturgo brasileiro ministrou um workshop para 400 juristas vienenses, explanando como o Teatro do Oprimido poderia enriquecer o trabalho da Justiça. "O carismático pedagogo teatral brasileiro teve diante de mais de 400 espectadores uma performance inesquecível no Palácio da Justiça, um lugar pouco usual para o encontro", escreveu.
Fascinado por Boal, Scheiber descreveu-o como artista, político e pedagogo delicado e atento. "A divulgação de seus métodos teatrais e modelos para processos de modificação política da sociedade o colocam à altura de Brecht, Paulo Freire e Tabori", comparou.
O diário Frankfurter Rundschau destacou a importância de Boal na comunidade internacional. "Em março último, a Unesco nominou Boal, que sofria de leucemia, embaixador mundial do teatro. Na teoria e na prática do Teatro do Oprimido, os espectadores se tornam protagonistas. Eles tomam a iniciativa do que acontece no palco e trabalham para sua própria libertação. Seus métodos, praticados por seguidores no mundo inteiro, são aplicados também na pedagogia e no trabalho social".
Fritz Letsch, um dos principais responsáveis pela divulgação das idéias de Augusto Boal na Alemanha, e que escreveu com Simone Odierna o livro Teatro faz política. O Teatro legislativo segundo Augusto Boal – Um Livro Oficina, foi um dos que defenderam e propagaram a candidatura do brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz de 2008.
"Pela sua obra, que vem se aprimorando desde o começo de seu exílio em 1971 até os dias de hoje, Boal merece com certeza esse prêmio", escreveu Letsch em seu blog pessoal no ano de 2007. "Boal é um dos mais significativos homens de teatro deste século".
A emissora de rádio Deutschlandradio abordou o êxito dos livros do dramaturgo na Alemanha: "Seu livro Teatro do Oprimido é um sucesso mundial. Foi traduzido em 25 idiomas e só na Alemanha cerca de 50 mil exemplares foram vendidos desde a primeira tiragem."
A obra na Alemanha
Em 1997, durante uma de suas passagens pela Alemanha, Boal não escondia sua satisfação pela boa acolhida de seus métodos teatrais no país de Brecht: "Aqui na Alemanha já existem seis livros publicados por outras pessoas sobre o Teatro do Oprimido, como Teatro do Oprimido na Escola, O Teatro do Oprimido e o Psicodrama e o Teatro do Oprimido e os Professores. Isso mostra que a dimensão é enorme", declarou ao jornal Euro-Brasil Press, sediado em Londres.
Indagado sobre qual importância seu teatro teria num mundo transtornado ideologicamente, Boal soltou mais uma de suas originais observações: "Meu teatro é um processo extremamente democrático, em que as pessoas podem expressar os seus desejos. Aí eu acho uma condição do momento, em que o mercado está provocando nas pessoas o que eu chamo de 'a prótese do desejo'. Ele está tirando aquilo que é o nosso desejo autêntico e fazendo com que a gente suponha que deseja aquilo que eles querem vender".
As comparações com Bertolt Brecht
Era comum Boal se deparar com afirmações de que sua obra guardava parentesco com a do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. O brasileiro não negava a influência, mas não o considerava a maior inspiração teatral. Seu coração e seu intelecto pendiam mais para o russo Konstantin Stanislawski e para o inglês William Shakespeare.
Antes de partir para o exílio, no começo dos anos 1970, a última peça que Boal montara no Brasil havia sido A resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht. Já O Círculo de Giz Caucasiano, também escrita pelo autor alemão, chegou a ter uma pré-estréia nos palcos brasileiros, mas Boal e seu grupo não gostaram do resultado e abriram mão de seguir com ela. "É evidente que Brecht me influenciou, mas no sentido que muitos outros me influenciaram. Eu não sou a decorrência de Brecht", afirmou o dramaturgo brasileiro.
Autor: Felipe Tadeu - Revisão: Alexandre Schossler
Os maiores jornais do país foram pegos de surpresa pelo fato, mas aqueles que se pronunciaram foram categóricos ao enfatizar o caráter democrático e revolucionário das idéias plantadas pelo autor teatral carioca, que passou parte significativa da vida no exterior. Isso contribuiu decididamente para que Boal se tornasse a principal referência do teatro brasileiro no mundo.
Admirado por parcela da esquerda alemã e por uma legião de atores e diretores teatrais provenientes da cena alternativa de Berlim, Munique e outro centros culturais europeus – como Paris, Viena e Londres –, Boal tinha na Alemanha escala certa para suas investidas teatrais nos campos da emancipação política, da educação e até da psicoterapia.
Brilhantismo intelectual e carisma
Oliver Scheiber, do semanário Die Zeit, que circula principalmente no meio acadêmico e intelectual, lembrou a última vez em que Boal esteve em Viena, na Áustria, em abril de 2008.
Na ocasião, o dramaturgo brasileiro ministrou um workshop para 400 juristas vienenses, explanando como o Teatro do Oprimido poderia enriquecer o trabalho da Justiça. "O carismático pedagogo teatral brasileiro teve diante de mais de 400 espectadores uma performance inesquecível no Palácio da Justiça, um lugar pouco usual para o encontro", escreveu.
Fascinado por Boal, Scheiber descreveu-o como artista, político e pedagogo delicado e atento. "A divulgação de seus métodos teatrais e modelos para processos de modificação política da sociedade o colocam à altura de Brecht, Paulo Freire e Tabori", comparou.
O diário Frankfurter Rundschau destacou a importância de Boal na comunidade internacional. "Em março último, a Unesco nominou Boal, que sofria de leucemia, embaixador mundial do teatro. Na teoria e na prática do Teatro do Oprimido, os espectadores se tornam protagonistas. Eles tomam a iniciativa do que acontece no palco e trabalham para sua própria libertação. Seus métodos, praticados por seguidores no mundo inteiro, são aplicados também na pedagogia e no trabalho social".
Fritz Letsch, um dos principais responsáveis pela divulgação das idéias de Augusto Boal na Alemanha, e que escreveu com Simone Odierna o livro Teatro faz política. O Teatro legislativo segundo Augusto Boal – Um Livro Oficina, foi um dos que defenderam e propagaram a candidatura do brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz de 2008.
"Pela sua obra, que vem se aprimorando desde o começo de seu exílio em 1971 até os dias de hoje, Boal merece com certeza esse prêmio", escreveu Letsch em seu blog pessoal no ano de 2007. "Boal é um dos mais significativos homens de teatro deste século".
A emissora de rádio Deutschlandradio abordou o êxito dos livros do dramaturgo na Alemanha: "Seu livro Teatro do Oprimido é um sucesso mundial. Foi traduzido em 25 idiomas e só na Alemanha cerca de 50 mil exemplares foram vendidos desde a primeira tiragem."
A obra na Alemanha
Em 1997, durante uma de suas passagens pela Alemanha, Boal não escondia sua satisfação pela boa acolhida de seus métodos teatrais no país de Brecht: "Aqui na Alemanha já existem seis livros publicados por outras pessoas sobre o Teatro do Oprimido, como Teatro do Oprimido na Escola, O Teatro do Oprimido e o Psicodrama e o Teatro do Oprimido e os Professores. Isso mostra que a dimensão é enorme", declarou ao jornal Euro-Brasil Press, sediado em Londres.
Indagado sobre qual importância seu teatro teria num mundo transtornado ideologicamente, Boal soltou mais uma de suas originais observações: "Meu teatro é um processo extremamente democrático, em que as pessoas podem expressar os seus desejos. Aí eu acho uma condição do momento, em que o mercado está provocando nas pessoas o que eu chamo de 'a prótese do desejo'. Ele está tirando aquilo que é o nosso desejo autêntico e fazendo com que a gente suponha que deseja aquilo que eles querem vender".
As comparações com Bertolt Brecht
Era comum Boal se deparar com afirmações de que sua obra guardava parentesco com a do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. O brasileiro não negava a influência, mas não o considerava a maior inspiração teatral. Seu coração e seu intelecto pendiam mais para o russo Konstantin Stanislawski e para o inglês William Shakespeare.
Antes de partir para o exílio, no começo dos anos 1970, a última peça que Boal montara no Brasil havia sido A resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht. Já O Círculo de Giz Caucasiano, também escrita pelo autor alemão, chegou a ter uma pré-estréia nos palcos brasileiros, mas Boal e seu grupo não gostaram do resultado e abriram mão de seguir com ela. "É evidente que Brecht me influenciou, mas no sentido que muitos outros me influenciaram. Eu não sou a decorrência de Brecht", afirmou o dramaturgo brasileiro.
Autor: Felipe Tadeu - Revisão: Alexandre Schossler
06/05/2009
Sobre o Projeto de Lei 791/2007 - homologação de divórcio no Brasil
Acabo de ser informada de que o PL 791/2007 será no interesse apenas de brasileiro casado com brasileira. A Lei NÃO se aplica a brasileiros casados com estrageiros.
Foi como receber um balde de água fria na cabeça.
Telefonei agora mesmo para o deputado Walter Ihoshi, autor do Projeto de Lei, que me disse que fará o possível para mudar o texto antes de ser votado no senado.
Agora é esperar para ver se conseguimos a mudança.
Foi como receber um balde de água fria na cabeça.
Telefonei agora mesmo para o deputado Walter Ihoshi, autor do Projeto de Lei, que me disse que fará o possível para mudar o texto antes de ser votado no senado.
Agora é esperar para ver se conseguimos a mudança.
05/05/2009
Entenda o que é preciso para se tornar cidadão alemão
por Zoran Arbutina - Revisão: Roselaine Wandscheer
A cidadania alemã pode ser adquirida de diferentes formas, seja no nascimento ou através de um requerimento. Entenda o que é preciso para se tornar cidadão alemão.
Desde o início de 2000, está em vigor na Alemanha uma nova lei de nacionalidade e, desde 2005, uma nova lei de imigração. Pela primeira vez na legislação alemã, o país foi tratado como uma nação de imigração. A integração tornou-se uma das principais tarefas da política para estrangeiros. O objetivo dessa política é fazer com que cada vez mais pessoas se naturalizem alemãs.
No entanto, esse objetivo parece ter fracassado, pois desde 2000 o número de naturalizações vem diminuindo. Para os críticos, essa redução deveu-se aos altos requisitos a serem preenchidos pelos que se candidatam à cidadania alemã.
O que é preciso para obter a cidadania alemã?
A cidadania alemã pode ser adquirida das seguintes formas: no nascimento, sendo filho de quem já é alemão; ao nascer em solo alemão, no contexto do assim chamado modelo opcional; ou através de um requerimento.
A primeira possibilidade é a mais fácil. Quem nasce como filho de pais alemães, não precisa se preocupar com a nacionalidade – a cidadania alemã é atribuída automaticamente através da ascendência. Para isso, basta que o pai ou a mãe tenha passaporte alemão.
A situação fica mais difícil quando os pais não são alemães. Filhos de pais estrangeiros que nasceram na Alemanha após 1° de janeiro de 2000 podem receber, automaticamente, além da nacionalidade dos pais, também a cidadania alemã. A condição é que pelo menos um deles já resida há mais de oito anos na Alemanha e possua visto permanente para o país.
Como, em princípio, a dupla nacionalidade é proibida na Alemanha, ao atingir a maioridade, essas crianças têm que decidir – entre 18 e 23 anos – se querem preservar a cidadania alemã ou a outra nacionalidade.
E quem não nasceu na Alemanha?
Quem não nasceu na Alemanha, mas tem residência fixa no país há pelo menos oito anos e possui um visto permanente, pode fazer um pedido de naturalização. Para isso, têm que ser preenchidas algumas condições, como, por exemplo, ser capaz de prover o sustento próprio e de seus dependentes. Nessa situação, não é permitido receber ajuda social paga para idosos ou a pessoas impossibilitadas de trabalhar (Sozialhilfe), ou o chamado seguro-desemprego 2 (Arbeitslosengeld 2 ou Hartz IV).
Uma condição importante para obter a naturalização é o domínio do alemão. Os requerentes da cidadania alemã devem dominar o idioma de forma oral e por escrito, o que pode ser provado com o certificado de participação em um curso de integração. Isso vale também para quem frequentou uma escola alemã por pelo menos quatro anos ou concluiu uma escola de nível médio na Alemanha. Caso contrário, é preciso fazer um teste de alemão.
Teste de cidadania
Desde 1° de setembro de 2008, existe também uma nova tarefa: quem quer se tornar alemão tem que responder 33 perguntas de um teste de cidadania. As perguntas provêm de um questionário com um total de 310 questões que englobam as áreas de legislação, sociedade ou condições de vida na Alemanha.
No teste, pergunta-se, por exemplo, que órgão da antiga Alemanha Oriental era denominado com a sigla Stasi; ou como se chama a cooperação entre partidos para a formação de um governo na Alemanha, ou o que se quer dizer com a afirmação de que a Alemanha é um Estado de direito.
Como na Alemanha não é possível, em princípio, ter mais de uma nacionalidade, quem quiser se naturalizar alemão tem que abrir mão de sua antiga cidadania. Mas existem exceções. Cidadãos da União Europeia (UE), por exemplo, não precisam, em princípio, entregar sua nacionalidade.
A dupla cidadania também é aceita em casos de países como o Afeganistão, Argélia, Irã, Tunísia ou Marrocos, que não liberam os cidadãos de sua nacionalidade. A dupla nacionalidade também é aceita quando o outro Estado impõe condições inaceitáveis, como, por exemplo, taxas exorbitantes para a liberação da nacionalidade.
Na Alemanha, não é possível requerer a naturalização após a condenação pela prática de um delito grave.
Desde o início de 2000, está em vigor na Alemanha uma nova lei de nacionalidade e, desde 2005, uma nova lei de imigração. Pela primeira vez na legislação alemã, o país foi tratado como uma nação de imigração. A integração tornou-se uma das principais tarefas da política para estrangeiros. O objetivo dessa política é fazer com que cada vez mais pessoas se naturalizem alemãs.
No entanto, esse objetivo parece ter fracassado, pois desde 2000 o número de naturalizações vem diminuindo. Para os críticos, essa redução deveu-se aos altos requisitos a serem preenchidos pelos que se candidatam à cidadania alemã.
O que é preciso para obter a cidadania alemã?
A cidadania alemã pode ser adquirida das seguintes formas: no nascimento, sendo filho de quem já é alemão; ao nascer em solo alemão, no contexto do assim chamado modelo opcional; ou através de um requerimento.
A primeira possibilidade é a mais fácil. Quem nasce como filho de pais alemães, não precisa se preocupar com a nacionalidade – a cidadania alemã é atribuída automaticamente através da ascendência. Para isso, basta que o pai ou a mãe tenha passaporte alemão.
A situação fica mais difícil quando os pais não são alemães. Filhos de pais estrangeiros que nasceram na Alemanha após 1° de janeiro de 2000 podem receber, automaticamente, além da nacionalidade dos pais, também a cidadania alemã. A condição é que pelo menos um deles já resida há mais de oito anos na Alemanha e possua visto permanente para o país.
Como, em princípio, a dupla nacionalidade é proibida na Alemanha, ao atingir a maioridade, essas crianças têm que decidir – entre 18 e 23 anos – se querem preservar a cidadania alemã ou a outra nacionalidade.
E quem não nasceu na Alemanha?
Quem não nasceu na Alemanha, mas tem residência fixa no país há pelo menos oito anos e possui um visto permanente, pode fazer um pedido de naturalização. Para isso, têm que ser preenchidas algumas condições, como, por exemplo, ser capaz de prover o sustento próprio e de seus dependentes. Nessa situação, não é permitido receber ajuda social paga para idosos ou a pessoas impossibilitadas de trabalhar (Sozialhilfe), ou o chamado seguro-desemprego 2 (Arbeitslosengeld 2 ou Hartz IV).
Uma condição importante para obter a naturalização é o domínio do alemão. Os requerentes da cidadania alemã devem dominar o idioma de forma oral e por escrito, o que pode ser provado com o certificado de participação em um curso de integração. Isso vale também para quem frequentou uma escola alemã por pelo menos quatro anos ou concluiu uma escola de nível médio na Alemanha. Caso contrário, é preciso fazer um teste de alemão.
Teste de cidadania
Desde 1° de setembro de 2008, existe também uma nova tarefa: quem quer se tornar alemão tem que responder 33 perguntas de um teste de cidadania. As perguntas provêm de um questionário com um total de 310 questões que englobam as áreas de legislação, sociedade ou condições de vida na Alemanha.
No teste, pergunta-se, por exemplo, que órgão da antiga Alemanha Oriental era denominado com a sigla Stasi; ou como se chama a cooperação entre partidos para a formação de um governo na Alemanha, ou o que se quer dizer com a afirmação de que a Alemanha é um Estado de direito.
Como na Alemanha não é possível, em princípio, ter mais de uma nacionalidade, quem quiser se naturalizar alemão tem que abrir mão de sua antiga cidadania. Mas existem exceções. Cidadãos da União Europeia (UE), por exemplo, não precisam, em princípio, entregar sua nacionalidade.
A dupla cidadania também é aceita em casos de países como o Afeganistão, Argélia, Irã, Tunísia ou Marrocos, que não liberam os cidadãos de sua nacionalidade. A dupla nacionalidade também é aceita quando o outro Estado impõe condições inaceitáveis, como, por exemplo, taxas exorbitantes para a liberação da nacionalidade.
Na Alemanha, não é possível requerer a naturalização após a condenação pela prática de um delito grave.
03/05/2009
Morre Augusto Boal, o criador do Teatro do Oprimido
FABIO M. MICHEL - Agencia Estado
SÃO PAULO - O dramaturgo e diretor teatro, Augusto Boal, morreu na madrugada de hoje, aos 78 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Samaritano, no bairro do Botafogo, Rio. Ele sofria de leucemia e estava internado desde o dia 28 de abril. O local e o horário do enterro não foram divulgados. O trabalho do carioca Boal, que também era ensaísta e teórico do teatro, ganhou destaque nos anos 1960 e 1970, quando esteve à frente do Teatro de Arena de São Paulo e criou o Teatro do Oprimido, pelo qual foi internacionalmente reconhecido por aliar arte dramática à ação social.
Boal chegou a se formar em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1950, mas viajou em seguida para os Estados Unidos, onde estudou artes cênicas na Universidade de Columbia. De volta ao Brasil, sua primeira peça como diretor do Arena foi Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rendeu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Dirigiu ainda, entre outras peças, Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, e Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho. Foi o diretor do espetáculo Opinião, com Zé Ketti, João do Vale e Nara Leão, que passou para a história como um ato de resistência ao golpe militar de 1964.
SÃO PAULO - O dramaturgo e diretor teatro, Augusto Boal, morreu na madrugada de hoje, aos 78 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Samaritano, no bairro do Botafogo, Rio. Ele sofria de leucemia e estava internado desde o dia 28 de abril. O local e o horário do enterro não foram divulgados. O trabalho do carioca Boal, que também era ensaísta e teórico do teatro, ganhou destaque nos anos 1960 e 1970, quando esteve à frente do Teatro de Arena de São Paulo e criou o Teatro do Oprimido, pelo qual foi internacionalmente reconhecido por aliar arte dramática à ação social.
Boal chegou a se formar em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1950, mas viajou em seguida para os Estados Unidos, onde estudou artes cênicas na Universidade de Columbia. De volta ao Brasil, sua primeira peça como diretor do Arena foi Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rendeu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Dirigiu ainda, entre outras peças, Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, e Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho. Foi o diretor do espetáculo Opinião, com Zé Ketti, João do Vale e Nara Leão, que passou para a história como um ato de resistência ao golpe militar de 1964.
01/05/2009
Excelente notícia para nós divorciados no exterior
Para quem tem acompanhado nos meus blogues a tramitação do Projeto de Lei que corrige uma aberração do Decreto-lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 - Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, aqui vai uma bela notícia.
Além de eu ter postado todas a modificações nas colunas laterais dos blogues, ontem recebi a confirmação de que no dia 30/04/2009 a mudança, já aprovada em todas as três comissões, foi enviada para publicação.
Após 4 meses da publicação, a Lei entrará em vigor.
HUUUUUUURRA !!!!!!!!!!!!!
Além de eu ter postado todas a modificações nas colunas laterais dos blogues, ontem recebi a confirmação de que no dia 30/04/2009 a mudança, já aprovada em todas as três comissões, foi enviada para publicação.
Após 4 meses da publicação, a Lei entrará em vigor.
HUUUUUUURRA !!!!!!!!!!!!!
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